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Pacaembu volta a ser usado e deve receber o triplo de jogos em 2016

Reformas, shows e Olimpíada levam clubes a recorrer ao estádio

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Ciro Campos,
O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 07h00

Em segundo plano na última temporada, o Pacaembu vai reaparecer com frequência no calendário das equipes paulistas neste ano. Motivos como shows musicais na arena do Palmeiras, reforma no gramado do Morumbi e jogos da Olimpíada na casa do Corinthians vão fazer os clubes voltar ao estádio municipal, que deve receber até o fim do ano cerca do triplo de partidas oficiais de 2015.

Na sala da administração do estádio o mural com a agenda de partidas está cheio de compromissos. Apenas até o começo do março, já são sete datas reservadas para o São Paulo e mais uma para o Palmeiras. Essa quantidade de oito jogos é parecida à realizada no local durante toda a última temporada, nove.

"Será um ano interessante. Devemos ter entre 20 a 25 jogos oficiais", afirmou o diretor do Pacaembu, Mauro Castro. No ano passado o estádio recebeu jogos de São Paulo, Palmeiras, Santos e Portuguesa. O custo anual da prefeitura com o local é de R$ 9 milhões.

O retorno das partidas por campeonatos oficiais ao estádio encerra um período atípico nos 76 anos de história do local. O palco de decisões de Brasileiro, Estaduais e até Libertadores perdeu espaço no último ano principalmente pela troca de casa de tradicionais mandantes. Palmeiras e Corinthians aproveitaram 2015 para atuarem em suas modernas arenas recém-inauguradas, onde se deram bem e conquistaram títulos nacionais.

"Nos três anos anteriores tivemos mais jogos do que o normal, cerca de 80 por temporada", contou o diretor. No decorrer do ano mais datas de reservas vão aparecer. 

O Corinthians vai ceder o Itaquerão para os jogos do torneio de futebol da Olimpíada, o Santos já manifestou o interesse de transferir jogos para a capital e o Palmeiras, como costuma receber shows no Allianz Parque, também deve retornar ao estádio mais vezes.

Embora o complexo do estádio não viva apenas do futebol, a renda com essas partidas é uma boa alternativa fonte de arrecadação. Uma partida nas condições mais favoráveis para a Prefeitura, por exemplo, pode render como taxa de aluguel R$ 89,9 mil a ser depositada nos cofres públicos. 

O valor do aluguel foi fixado por decreto em vigor desde o começo de 2016. Para partidas diurnas, será recolhido o menor valor entre o montante de 12% da renda bruta e a taxa de R$ 71,9 mil. Em jogos noturnos, a mesma pendência recai sobre 15% da renda ou a taxa de R$ 89,9 mil.

O Corinthians será liberado do pagamento por ter feito um acordo com a Prefeitura. O clube vai ceder o Itaquerão de graça para jogos do torneio de futebol da Olimpíada e, em contrapartida, também não vai precisar pagar para atuar no estádio municipal.

CONCESSÃO

A Secretaria Municipal de Esportes abriu em janeiro do ano passado um chamamento para a iniciativa privada concorrer com projetos de modernização do Pacaembu. Seis interessados se inscreveram na etapa, atualmente restam na disputa dois candidatos.

Ambas propostas estão em estudo pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Como requisitos para a aprovação, os projetos devem apresentar mudanças como cobertura, instalação de assentos numerados, banheiros, wi-fi e novos estacionamentos, fora manter a fachada e o nome originais do estádio.

 

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