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Prata em Londres, ex-remadora australiana morre de câncer

- Atualizado: 03 Março 2016 | 13h 21

Sarah Tait tinha 33 anos e era mãe de duas crianças

O Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês) informou na manhã desta quinta-feira (horário local) que a ex-remadora Sarah Tait não resistiu a um câncer e morreu aos 33 anos. Ela era mãe de duas crianças e havia alcançado um de seus resultados mais expressivo na última Olimpíada, em Londres, em 2012, quando conquistou a medalha de prata.

Tait conquistou a prata em Londres ao lado de Kate Hornsey na prova do Dois Sem. Um ano depois, no entanto, ela descobriu o câncer, logo após o nascimento de seu segundo filho. A atleta, então, abandonou o esporte por aconselhamento médico. "Foi uma decisão simples deixar o remo e focar meu tempo em melhorar e cuidar da minha família", disse na época.

A maldição de Londres: os atletas que morreram desde 2012
Jim Young/Reuters
A maldição de Londres-2012

Sarah Tait (Remo - Austrália - 33 anos). Prata nos Jogos Olímpicos de Londres, ex-remadora morreu de câncer. Sarah Tait (à direita) conquistou a medalha ao lado de Kate Hornsey (à esquerda) na prova do Dois Sem.

"Nós estamos extremamente tristes por ouvir sobre a morte de Sarah e oferecemos nossas profundas condolências a seu marido, às duas crianças, família e amigos. Sarah era uma remadora olímpica extremamente talentosa que foi levada de nós muito cedo. Ela batalhou até o fim", disse o presidente do AOC, John Coates. Além da prata olímpica, Tait tinha no currículo um ouro e uma prata no Mundial de 2005. Ela era treinada por seu marido, Bill, e se tornou a primeira remadora mãe da história da Austrália a competir em uma Olimpíada em Londres, três anos após o nascimento de sua primeira filha.

"Entre suas conquistas incríveis, Sarah foi pioneira na atitude no remo australiano com a introdução da política familiar, permitindo que os filhos das atletas se reunissem com suas mães enquanto estivessem fora de longos períodos de treinos e competições. O legado que deixou para mulheres mais jovens que gostariam de perseguir os sonhos de ser mãe e competir no esporte de elite é realmente inspirador", disse Coates.

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