Quênia domina Meia Maratona do Rio

O queniano Philip Rugut não se incomodou com o calor, que variou de 23 a 30 graus durante a prova, nem com a alta umidade relativa do ar ou com o desconhecido percurso. Tomou a dianteira logo no início da corrida, para vencer os 21.097 metros da Meia Maratona do Rio, neste domingo, de ponta a ponta. Rugut não sofreu ameaças desde a largada, na Praia do Pepino, para cruzar a linha de chegada, no Aterro do Flamengo, após 1h03min03. Também entre as mulheres, a vitória foi de uma fundista do Quênia, Anne Jelagat, que, mesmo aos 29 anos, corre somente há um ano e fez sua segunda prova da carreira - concluiu em 1h13min49. Os campeões levaram o prêmio de R$ 20 mil cada um. Nas duas provas, atletas brasileiros ocuparam o segundo posto do pódio, ficando com um carro como prêmio. Marílson Gomes dos Santos, da BM&F/Pão de Açúcar/São Caetano, fez a prova em 1h03min35. "O Rugut impôs um início muito rápido e, por isso, mais o calor e a umidade, sofri um pouco para terminar. Os quenianos são os melhores do mundo, mas os brasileiros também têm conseguido bons resultados", afirmou o brasiliense Marílson, de 25 anos. Maria Zeferina Baldaia, da Usina Santa Elisa/Mizuno, que fez a prova em 1h14min22, observou que o mais difícil foi acompanhar a queniana. Ela tem sido a brasileira mais constante no pódio de corridas de rua este ano e ganhou o quinto carro da temporada. "Eu sempre vendo", afirmou. Com o dinheiro, Maria Zeferina, de 30 anos, já comprou um apartamento, quitou a casa dos pais, e pretende ajudar os oito irmãos, além dos companheiros de treinamento que não tem tênis - ela mesma correu descalça muitos anos. A fundista compra remédios, tênis e cesta básica para os corredores que precisam.

Agencia Estado,

25 Agosto 2002 | 12h57

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