Rio é Olimpíada mais atrasada em 20 anos e dirigentes pedem um 'Plano B'

Entidades que representam os esportes olímpicos estão reunidas na Turquia

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2014 | 09h30

GENEBRA - Federações esportivas alertam que o Comitê Olímpico Internacional deve começar a pensar em um "Plano B" se os atrasos no Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016 continuarem a se acumular até o final de 2014. Reunidos nesta quarta-feira na Turquia, as entidades que representam os esportes olímpicos indicaram que o evento no Brasil é o mais atrasado em 20 anos.

Nesta terça-feira, o presidente da entidade que reúne os esportes de verão, Francesco Ricci Bitti, já havia soado o alerta sobre o Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira, depois da reunião com os demais dirigentes, a decisão foi a de elevar o tom contra o Brasil. "Trata-se da situação mais crítica de uma preparação nos últimos 20 anos, pelo menos", disse Bitti.

O grupo ainda optou por pedir ao COI para pensar em um plano B, caso os atrasos continuem, algo que poderia representar um importante prejuízo para o Rio de Janeiro e para a imagem do Brasil.

As entidades ainda solicitaram o presidente do COI, Thomas Bach, para que volte ao Brasil para vistoriar as obras. Bach concordou que a situação é alarmante. "Já disse em janeiro que nenhum dia poderia ser perdido. Há poucas semanas, nossa comissão visitou o Rio e disse que nenhuma hora poderia ser perdida. Compartilhamos das preocupações. Chegou o momento de agir", declarou.

INTERVENÇÃO

Para tentar ajudar o Rio, o COI decidiu criar grupos de trabalho para acompanhar as obras no Brasil, uma espécie de intervenção na esperança de ainda salvar o evento. "Teremos vários grupos trabalhando ao mesmo tempo", disse Christophe Dubi, diretor do COI. "O primeiro será um grupo de trabalho sobre a construção das instalações esportivas", disse, apontando que o grupo começará a operar imediatamente.

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