São Domingos pode perder Pan de 2003

São Domingos pode perder os Jogos Pan-Americanos de 2003, se não conseguir colocar em dia seu cronograma de obras. A advertência é de Mario Vásquez Raña, presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), que ainda frisou: é falsa a história de que não se possa tirar a sede da capital dominicana, transferindo a competição - marcada para o período entre 1º e 17 de agosto - para uma cidade de outro país. Vásquez Raña criticou a paralisação das obras por dois meses devido a atraso de salários e também as mudanças nas vice-presidências do comitê organizador, o que detonou uma crise ainda maior na preparação dos Jogos. "Hoje os Comitês Olímpicos dizem que não se poderá fazer as competições em São Domingos", resumiu o presidente da Odepa, que, no entanto, não indicou quais cidades estariam dispostas a ficar com os Jogos do ano que vem. A crise quanto à realização do Pan de São Domingos/2003 é total. Hipolito Mejía, o presidente dominicano, destituiu nesta segunda-feira José Marcano da vice-presidência executiva do comitê organizador, assim que o dirigente questionou publicamente contratos internacionais para comercialização e transmissão das disputas, denunciando ainda corrupção na aplicação de fundos por outros dirigentes. Por essas denúncias, na semana passada já havia renunciado Manuel Estrella, segundo-vice-presidente do comitê organizador, que condicionou seu retorno justamente a uma investigação sobre a presumida corrupção de Marcano. E também na Grécia segue o caos com relação às obras para a Olimpíada de Atenas/2004. Nesta segunda-feira, moradores de um subúrbio litorâneo a Sudeste da cidade entraram com uma ação popular junto à alta Corte administrativa da Grécia para que seja interrompido um projeto de trem considerado crucial para facilitar o transporte durante os Jogos Olímpicos, a partir do centro. O apelo dos residentes em Paleo Faliron é por temer que as ruas movimentadas sejam bloqueadas, assim como acesso para praias, além do corte de árvores centenárias. O projeto violaria leis de proteção ambiental. Enquanto não se marca uma audiência, o trabalho continua, para ser completado em abril de 2004, ao custo de US$ 300 milhões. O mais provável é que a Corte não interrompa a construção, mas que peça modificações no projeto. Na China, onde será a Olimpíada de Pequim/2008, algo inédito para um país comunista: as obras serão tocadas por empresas privadas, segundo disse o próprio prefeito Liu Qi, sobre a construção ou reforma de 19 instalações para os Jogos Olímpicos. Haverá concursos públicos para escolha das empreiteiras. Os projetos já existem e levam em conta basicamente melhorar o meio ambiente de uma das cidades mais poluídas do mundo.

Agencia Estado,

11 Março 2002 | 20h31

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.