Wlliam West/AFP
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Scheidt descarta aposentadoria após desistir de novo ciclo olímpico

Velejador, um dos maiores atletas da história do Brasil, garantiu que vai continuar competindo nos próximos anos.

Estadão Conteúdo

17 Outubro 2017 | 15h46

Dois dias após surpreender ao anunciar que não disputaria novo ciclo olímpico, Robert Scheidt descartou nesta terça-feira a aposentadoria. O velejador, um dos maiores atletas da história do Brasil, garantiu que vai continuar competindo nos próximos anos.

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"Aposentadoria é uma palavra muito forte. Não me vejo de pijamas, sentado no sofá e assistindo TV. Meu instinto competitivo ainda é muito forte e o esporte está no meu sangue. Seguirei velejando em diferentes classes", disse Scheidt.

O velejador, contudo, não informou em qual classe vai competir. Ele disse até que poderia disputar competições diferentes, como a vela oceânica. "Sempre recebi convites para competições de vela oceânica e sempre disse não, em função dos projetos olímpicos. Agora poderei dizer sim. Temos grandes eventos, como a Volvo Ocean Race e a America's Cup, entre outros, e, quem sabe, não surge uma oportunidade."

Neste ano, ainda com a mente no ciclo olímpico que culminaria nos Jogos de Tóquio-2020, Scheidt estava competindo na classe 49er, diferente das que fez sucesso em outras Olimpíadas. Agora, ao desistir dos próximos Jogos Olímpicos, ele prometeu voltar à classe Star e Laser.

"Continuarei nas classes Star, agora mais intensamente em 2018, e Laser, pois preciso da adrenalina do iatismo", declarou o velejador, que vai disputar a Star Sailors League (SSL), em Nassau, em dezembro, ao lado Henry Boenning, o Maguila.

Scheidt também explicou por que desistiu da classe 49er. "Não é fácil começar do zero, aos 43 anos, em uma categoria que exige muito do físico. Sofri com algumas leões nessa temporada e o período de recuperação não é mais o mesmo. Eu precisaria de muito mais tempo de treino para chegar competitivo em 2020 e, nessa altura da vida, não quero abrir mão da família. Tenho dois filhos pequenos, minhas maiores medalhas, e estar com eles e com minha mulher é muito importante", afirmou.

O dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, revelou também que pretende investir na formação de novos atletas no futuro. "Pretendo iniciar clínicas a partir do próximo ano para passar um pouco da minha experiência e conhecimento para a garotada. Apresentei essa ideia para o Banco do Brasil, meu patrocinador, e ela foi muito bem recebida", afirmou, sem dar maiores detalhes sobre seus futuros projetos.

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