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Soubak se diz surpreso com goleada no handebol

AE - Agência Estado

11 Junho 2014 | 11h 49

Atual campeã mundial, a seleção brasileira feminina de handebol não teve trabalho para golear a Tunísia em amistoso disputado na última terça-feira, em Joinville. Mesmo favorita, a equipe teve ainda mais facilidade que o esperado diante do desfalcado adversário para fazer 29 a 17, como relatou o técnico Morten Soubak.

"Eu sabia que a Tunísia iria sentir a falta de algumas jogadoras titulares, que atuam na Europa. Mesmo assim, não esperávamos um placar tão elástico como o de hoje (terça)", afirmou o dinamarquês, que, no entanto, criticou a queda desempenho das brasileiras no segundo tempo.

"Ficamos satisfeitos com o primeiro tempo, mas com o segundo não. Não conseguimos manter o mesmo ritmo da defesa. É normal que quando o placar está muito aberto, o ritmo cai um pouco. Porém, não ficamos contentes com nosso desempenho. Temos que trabalhar para sermos melhores na sexta-feira."

A armadora Duda concordou com a análise e também pediu evolução para sexta, quando a seleção volta a duelar com a Tunísia. "Nesse tipo de jogo, o que mais temos que treinar é a concentração, mas hoje não tivemos sucesso. No primeiro tempo, entramos mais concentradas e no segundo tempo não fiquei contente com a nossa performance. Elas foram mais efetivas com o jogo do pivô e nós temos que trabalhar isso. É normal isso acontecer, mas eu não aceito. Temos que melhorar."

Antes das mulheres entrarem em quadra, a seleção masculina já havia batido o Uruguai por 29 a 21 em amistoso preparatório para o Pan-Americano, que acontecerá de 22 a 29 deste mês em solo uruguaio. O técnico do Brasil, Jordi Ribera, exaltou a reação de seus comandados, que saíram perdendo na primeira etapa, mas conseguiram a virada no segundo tempo.

"Deixamos que o Uruguai ficasse na frente e isso atrapalhou nosso sistema defensivo. No segundo tempo, entramos mais na defesa. Investimos no sistema 6-0, que acabou melhorando nossa efetividade também no ataque. Para nós, os jogos de preparação são muito importantes. Neste momento, principalmente, porque estamos trabalhando com 22 jogadores e só podemos levar 16 para o Pan-Americano. Por isso, é um momento de avaliação também", avaliou.

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