Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Zé Roberto quer conciliar seleção e clube

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei negocia com CBV

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2012 | 03h05

SÃO PAULO - O único brasileiro tricampeão olímpico ainda não conhece seu futuro profissional. O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei José Roberto Guimarães não começou a negociar sua renovação de contrato com o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça.

Há um impasse: o dirigente quer um treinador exclusivamente na seleção e Zé Roberto assumiu compromisso com a equipe da Amil, de Campinas, para a temporada.

O bi olímpico, no entanto, pode ajudar Zé Roberto a conseguir o que quer, ou seja, conciliar as duas atividades. E em situação menos exigente do que na última temporada, quando treinou o Fenerbahçe nos últimos meses antes dos Jogos de Londres.

Novo visual. O treinador chegou ao Brasil com um novo visual - corte curto de cabelo, com máquina. "Comecei a pagar logo as minhas promessas e da Alcione (mulher do treinador) porque, se demorar muito, vou levar um ano até cumprir tudo."

Zé Roberto conta que em momento algum havia passado por sua cabeça que poderia ser tricampeão. "Eu me sinto orgulhoso, principalmente quando penso no nome do Adhemar Ferreira da Silva (primeiro bicampeão olímpico do Brasil), uma grande referência para mim", afirmou. "Eu só espero que muitos atletas de outras modalidades se juntem rapidamente a mim."

O técnico da seleção falou também do passado. Apesar de ter valorizado o fair play dos Estados Unidos, que venceram a Turquia evitando a eliminação precoce do Brasil, lembrou que a seleção já tinha feito o mesmo "favor" na Copa do Mundo de 2003.

Para Zé Roberto, um confronto foi divisor de águas na Olimpíada. "O jogo contra a Rússia, um desespero", admitiu, lembrando-se dos seis match points das adversárias. "Quando tem de acontecer, acontece."

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