Atletas dos 5.000 metros que se ajudaram após queda recebem medalha de Fair Play

Neo-zelandesa Nikki Hamblin ajudou americana Abbey D'Agostino a completar a prova

Gonçalo Junior, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

21 Agosto 2016 | 18h06

O ato de ajudar a adversária Abbey D'Agostino após uma queda valeu a conquista da medalha de Fair Play Esportivo nos Jogos do Rio para a fundista da Nova Zelândia Nikki Hamblin. A norte-americana, que recebeu o apoio, também recebeu a distinção.

A premiação foi oferecida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) por representar o que a entidade define como "espírito olímpico". "É muito especial para nós, Abbey e eu. Nenhuma das duas pensou que seria o nosso grande dia olímpico. Queríamos fazer o nosso melhor na pista", disse Hamblin.

A imagem, uma das mais marcantes dos Jogos do Rio, aconteceu durante a disputa dos 5.000 metros, no Engenhão. No bloco intermediário, Hamblin tropeçou e causou involuntariamente a queda de D'Agostino, que teve uma leve torção no tornozelo esquerdo. As duas continuaram a prova, mas a norte-americana caiu sentindo dores. Em vez de continuar a competição, Hamblin parou para ajudá-la, faltando dois quilômetros para o final da prova.

Após cruzar a linha de chegada mancando, em último lugar, D'Agostino precisou ser levada em uma cadeira de rodas. Hamblin foi a penúltima. No final da prova, as duas se abraçaram e foram aplaudidas no Engenhão.

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