Comitê Rio-2016 atrasa reforma na área do Exército

Entidade responsável pela Olimpíada na cidade admite o problema

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2017 | 07h00

Enquanto o Parque Radical permanece fechado, a área do complexo pertencente ao Exército Brasileiro funciona, apesar de os militares terem recebido as instalações cedidas ao Rio-2016 sem todas as obras de readequação prontas. Os custos das reformas estão estimados em R$ 1,2 milhão.

O local comporta os Centros de Tiro, Hipismo, Hóquei sobre Grama e o Centro Aquático de Pentatlo Moderno. As instalações já existiam antes dos Jogos Olímpicos do ano passado e foram utilizadas no Pan de 2007 e nos Jogos Mundiais Militares de 2011. A Arena da Juventude, erguida para o Rio-2016, agora também pertence ao Exército.

Essas instalações, contudo, não foram devolvidas da forma como haviam sido prometidas. Elas precisam passar por adequações (conhecidas como “retrofit”), cujo responsável é o Comitê Rio-2016. A entidade admite o problema.

“A gente está um pouco atrasado com Deodoro. Tínhamos prometido ao Exército que iríamos acelerar isso, inclusive no que diz respeito à doação de material esportivo”, reconheceu Mario Andrada, diretor de Comunicação do Rio-2016. “Já doamos 35 caminhões cheios, mas ainda falta alguma coisa.”

Boa parte dos custos diz respeito a uma “parte deteriorada” no complexo no período em que a área ficou sob administração do Comitê Rio. Sem segurança, o lugar foi alvo de furtos e depredação. Além disso, erros na execução de obras fizeram com que algumas áreas já apresentem problemas, como buracos no piso e infiltração nas paredes. Assim, algumas instalações não estão em condições adequadas de uso.

“Estamos cientes e vamos tentar resolver nas próximas semanas”, prometeu Andrada.

Enquanto as reformas não saem, atletas profissionais ficam sem boas opções para treinar. Em fevereiro, o Ministério do Esporte e o Comando do Exército firmaram parceria para exploração das instalações esportivas, cuja manutenção anual está estimada em R$ 30 milhões.

De acordo com o Exército, os locais não são de uso exclusivo das Forças Armadas. Atletas do País podem usar as instalações “desde que o pedido de solicitação seja institucional através de confederações, federações, clubes e entidades desportivas”. Existe a previsão de que as arenas sejam colocadas à disposição para programas de recreação esportiva e desenvolvimento de atletas das comunidades que ficam no entorno.

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