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COB perde patrocinadores e inicia ciclo olímpico para Tóquio sem parceiros comerciais próprios

Lei Agnelo/Piva é a principal fonte de renda do comitê

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2017 | 13h07

Desde 31 de dezembro do ano passado, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) está sem patrocionadores privados. Nike, Nissan e Bradesco, que apoiaram a entidade nos Jogos Olímpicos do Rio, não renovaram os acordos comerciais. A notícia foi divulgada na quarta-feira pelo site Máquina do Esporte e confirmada pelo COB.

"O término dos contratos já estava previsto para 31 de dezembro de 2016. Esse é um processo normal que os Comitês Olímpicos Nacionais passam em todo início de ciclo olímpico. Após o encerramento ciclo dos Jogos Rio 2016, em 31 de dezembro de 2016, o COB está com um novo plano comercial e negociando novos contratos de patrocínio para o ciclo olímpico 2017-2020. As primeiras categorias que serão abertas para negociação são: material esportivo, banco e telefonia. Ao longo do ano ainda serão abertas novas categorias de Apoiadores e Fornecedores Oficiais, cada uma com uma grade de direitos/entregas especifica dentro do novo plano comercial", diz nota oficial do COB.

Ainda segundo o comitê, o órgão conta no momento os 13 patrocinadores do programa Top Partners do COI (Comitê Olímpico Internacional). São marcas que, ao assinarem contrato com o COI,  passam automaticamente a patrocinar todos os 205 comitês olímpicos nacionais. São eles: Coca-Cola, Alibaba Group, Atos, Bridgestone, Dow, GE, Mc Donald´s, Omega, Panasonic, P&G, Samsung, Toyota e Visa.

O COB tem na Lei Agnelo/Piva sua principal fonte de renda. A entidade trabalha com uma estimativa de arrecadação da Lei Agnelo/Piva de R$ 210 milhões.

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