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Gigantes vão ficar com 70% das medalhas de ouro na Olimpíada

Lideradas pelos Estados Unidos, potências devem manter no Rio o domínio do pódio olímpico

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Wilson Baldini Jr.,
O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2016 | 07h00

A Olimpíada começa em 5 de agosto, mas uma coisa é certa: cerca de 70% das medalhas de ouro vão ficar com as 12 potências. Em Londres-2012, o lugar de destaque no pódio foi ocupado por atletas dos Estados Unidos, China, Reino Unido, Rússia, Coreia do Sul, Alemanha, França, Itália, Hungria, Austrália, Japão e Cuba. O panorama ficaria mais ampliado se Suécia fosse somada à lista, além das extintas União Soviética e Alemanha Oriental.

E o maior vencedor é os Estados Unidos, com suas 2.399 medalhas. Desde Atenas-2004, os norte-americanos não têm vida fácil, pois os chineses descobriram o valor econômico que o esporte pode proporcionar.

Depois da derrota esperada em Pequim-2012, os americanos venceram em Londres e não querem deixar a liderança nas quadras, pistas e piscinas cariocas. Para isso, contam com a sua imensa quantidade de esportes em que seus atletas possuem grande destaque.

LeBron James e Stephen Curry vão liderar o time masculino de basquete, que vai tentar o tricampeonato. Já o feminino terá o objetivo de atingir 20 anos de hegemonia. O vôlei americano, tanto na praia como na quadra, no masculino e feminino, vai encarar um duro duelo pelo ouro com os atletas brasileiros, que terão o apoio da torcida.

No atletismo, talvez a missão mais difícil: superar o astro jamaicano Usain Bolt. E o escolhido para isso é Justin Gatlin, ouro nos 100 metros em Atenas-2004, que em 2006 foi pego no exame antidoping para testosterona e ficou quatro anos fora das pistas. Nos revezamentos, o 4 x 100 m é um problema, pois a Jamaica possui Bolt, mas no 4 x 200 m e 4 x 400 m existe a obrigação de buscar a medalha de ouro. 

A natação poderá ter o retorno da lenda Michael Phelps. Com 22 medalhas olímpicas, 13 em provas individuais, o americano terá como motivação tentar chegar em primeiro em mais três provas, alcançar 16 e estabelecer mais um recorde. No feminino, a candidata à rainha dos Jogos é Katie Ledecky, de 18 anos. Ouro nos 800 metros livre em Londres-2012, a “menina de ouro” planeja disputar sete provas.

Nas lutas, onde existe uma distribuição muito grande de medalhas, os Estados Unidos também se posicionam como favoritos. No judô, Kayla Harrison deve disputar com a brasileira Mayra Aguiar o ouro nos 78 quilos. As duas fazem parte de uma das maiores rivalidades do esporte olímpico atual.

No boxe, se o time masculino só acumula fracassos desde 2004, no feminino Claressa Shields é medalha garantida no peso médio. Na luta greco-romana, Andy Bisek, sempre com seu visual inédito e revolucionário, promete subir ao pódio e honrar a medalha de bronze conquistada nos dois últimos mundiais na categoria dos 75 quilos.

No tênis, mais uma medalha e de ouro parece garantida. É Serena Williams. Ela soma quatro medalhas de ouro: três nas duplas (2000, 2008 e 2012) e ouro em simples (2012). Os atletas dos EUA sofrem pressão por resultados, mas cotambém pressionam os rivais.

 

 

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