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Novas regras devem mexer com handebol nos Jogos Olímpicos

Esporte sofrerá uma série de mudanças que já estarão valendo no Rio-2016. Ideia é tornar as partidas mais dinâmicas

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Paulo Favero,
O Estado de S. Paulo

04 Março 2016 | 07h07

Os Jogos Olímpicos do Rio serão marcados pela implementação de novas regras para o handebol, que passam a valer a partir de 1.º de julho. Entre as mudanças promovidas pela IHF (Federação Internacional de Handebol) estão a inclusão de um cartão azul como punição e medidas para tornar as partidas mais dinâmicas e com poucas paradas.

“A IHF quer um jogo cada vez mais rápido e vamos ter de nos adaptar. Talvez o Brasil sofra um pouco quando estiver se defendendo. Os adversários podem atuar com goleiro-linha, então temos que treinar isso. Acredito que essas regras vão ser incorporadas no jeito de jogar”, explica Diogo Hubner, jogador da seleção brasileira.

O cartão azul é um tipo de expulsão da partida que possibilita a suspensão do atleta por outros jogos. Outra regra alterada é em relação ao goleiro-linha. A partir das mudanças, não será mais necessário que um atleta tenha o uniforme de goleiro em quadra. Assim, o time pode atuar com sete jogadores de linha e qualquer um pode sair para a entrada do goleiro, a qualquer momento. Se o arqueiro não tiver tempo de retornar, nenhum atleta pode entrar dentro da área. Mas isso deve fazer alguns times usar a mudança como tática de jogo.

Houve também mudança na questão do jogo passivo. Quando a arbitragem sinalizar com advertência para a falta de efetividade ofensiva do time, haverá um limite de seis trocas de passe no ataque. Se estourar o limite, a bola vai para o adversário.

Outro ponto importante é que, quando um jogador estiver lesionado e pedir atendimento médico, ele terá de ficar fora da quadra por três ataques de sua equipe. “Uma outra regra que vai ajudar bastante é se entender que o atleta está simulando. Quem fizer isso vai se dar mal. Claro que vai depender da interpretação da arbitragem no momento”, diz Diogo.

Outra mudança vale para os últimos 30 segundos de jogo, e também para quando houver prorrogação, a fim de coibir atitudes de falta de esportividade das equipes. Para o diretor de árbitros da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), Ésilo de Melo, as mudanças que foram testadas nos Mundiais júnior e juvenil no ano passado foram aprovadas. “O grande aspecto das novas regras é dar maior dinamismo ao jogo, torná-lo mais fluente, e diminuir o tempo total da partida em si”, avisa.

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