Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Por contenção de despesas, Paulo Wanderley promove corte no COB

Presidente demite Sergio Lobo, considerado um dos profissionais com maior salário da entidade

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 16h45

Paulo Wanderley Teixeira promoveu seu primeiro corte desde que assumiu a presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil). O secretário-geral e diretor financeiro Sérgio Lobo foi demitido nesta quarta-feira dentro de um plano de contenção de despesas na entidade. Ele estava lá desde abril de 2002.

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Estima-se que Lobo tinha um dos maiores salários do COB, entre os diretores executivos. O site da  ESPN divulgou que o executivo recebia cerca de R$ 1.146.600 por ano, o que dá em torno de R$ 88,2 mil por mês, incluindo 13º salário. Ele era muito próximo do antigo presidente, Carlos Arthur Nuzman, que está sendo investigado pela operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato, e esteve preso preventivamente no mês passado.

Há cerca de três semanas, o COB já havia sofrido outra baixa. O general Augusto Heleno, que também era próximo de Nuzman, pediu demissão. Ele dirigia o Instituto Olímpico e comandava o departamento de Comunicação e Educação Corporativa. Sua saída era esperada para o final deste ano, mas foi antecipada.

Desde que assumiu, Paulo Wanderley deixou bem claro que iria promover corte de gastos. Uma das iniciativas é mudar o COB de sede, levando o escritório para o Maria Lenk. "Isso faz parte do plano de austeridade. Essa mudança promoverá uma economia em torno de R$ 4,5 milhões por ano", explicou, em recente entrevista ao Estado.

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