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Christian Bruna|EFE

Por temor ao zika, Comitê dos EUA terá infectologistas

USOC vai contratar dois especialistas para aconselhar seus atletas

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Estadão Conteúdo

11 Fevereiro 2016 | 13h27

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC, na sigla em inglês) vai contratar dois especialistas em doenças infecciosas para aconselhar seus potenciais atletas olímpicos que estão preocupados com o surto do zika vírus no Brasil. O diretor executivo do USOC, Scott Blackmun, enviou uma carta para todos os potenciais atletas olímpicos possíveis em que reconhece as preocupações crescentes com a doença.

"Eu sei que o surto do zika vírus no Brasil é motivo de preocupação para muitos de vocês", escreveu Blackmun. "Eu quero enfatizar que também é para nós e que o seu bem-estar no Rio neste verão é a nossa maior prioridade".

A carta prossegue apresentando informações transmitidas pela Organização Mundial de Saúde e pelos Centros de Controle de Doença dos Estados Unidos sobre o zika, como de que o vírus é transmitido por mosquitos, aproximadamente 20% das pessoas infectadas apresentar sintomas leves, incluindo dores no corpo, e alertando que as mulheres que consideram engravidar têm maior motivo de preocupação porque o vírus pode causar microcefalia nos bebês.

Em entrevista à revista esportiva Sports Illustrated no início desta semana, a goleira da seleção dos Estados Unidos, Hope Solo, disse que não iria ao Rio se a Olimpíada ocorresse nesse momento. "Isso nos fez perceber que precisamos fornecer informações precisas para os nossos atletas", disse Blackmun, em entrevista à agência de notícias Associated Press. Além dessas duas contratações, o comitê vai publicar atualizações sobre o tema no website USOC.org/RioTravelUpdates.

Hope Solo reiterou a declaração após a estreia dos Estados Unidos nas Eliminatórias da Concacaf para a Olimpíada - a sua equipe goleou a Costa Rica por 5 a 0. "Tudo o que posso fazer é falar por mim. Se os Jogos Olímpicos fossem hoje, eu não iria", disse. "Felizmente, os Jogos Olímpicos são daqui a seis meses. Então, eu acredito que temos algum tempo para ter nossas dúvidas e perguntas respondidas".

A carta alerta ser impossível garantir a proteção total dos atletas. "Não importa o quanto nos preparamos, haverá sempre um risco associado com a competição internacional. Cada país, cada local de competição, cada esporte irá apresentar riscos diferentes e exigem diferentes estratégias atenuantes".

Blackmun disse que o USOC está acompanhando as atualizações frequentes sobre o zika. A carta destaca que "o teste rápido para determinar se um indivíduo está infectado é esperado para um futuro próximo".

"Em primeiro lugar, queremos garantir que os nossos atletas tenham informações precisas, porque eles estão preocupados", disse Blackmun. "Com base no que sabemos agora, a ameaça principal é com as crianças por nascer".

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