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Anderson Silva não nega doping e recebe pena máxima

Ex-campeão dos médios disse que ingeriu suplemento contaminado

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O Estado de S. Paulo

13 Agosto 2015 | 19h07

O lutador Anderson Silva recebeu a pena máxima de um ano após ser flagrado no antidoping do UFC 183, quando lutou com Nick Diaz, em 31 de janeiro. No julgamento da Comissão Atlética de Nevada (NAC) desta quinta-feira, o brasileiro não negou a ingestão das substâncias proibidas drostanolona e androsterona, mas afirmou que só o fez porque tomou suplementos contaminados. No decorrer da audiência, o Spider disse que tomou uma estimulante sexual que também estava infectado, trazido da Tailândia por um amigo.

Além de ficar um ano longe do octógono a partir da data da luta, Anderson foi multado em 30% da bolsa do evento, de US$ 600 mil (R$ 2.108 milhões), isto é, US$ 180 mil (R$ 632 mil), além de devolver os US$ 200 mil (R$ 702 mil) pela vitória. No total, o Spider foi penalizado em US$ 380 mil (R$ 1.335 milhão). O combate com Nick Diaz foi considerado como "No Contest" ("Sem Resultado") e, para voltar a lutar, a partir de 1º de fevereiro, o brasileiro terá de ser aprovado em outro teste. 

A defesa argumentou que um dos suplementos tomados diariamente pelo lutador estava contaminado. Anderson, então, realizou um exame independente no laboratório "Quest", o mesmo usado pelo UFC, que detectou a presença da drostanolona. Apesar do pedido dos advogados pela apresentação desse resultado, a procuradoria de Nevada não o mostrou. 

Em dois exames, de 9 e 31 de janeiro, o ex-campeão dos médios foi flagrado com ansiolíticos, ilegais pela NAC apesar de serem liberados pela Wada (Agência Mundial de Antidoping). Anderson argumentou que, à época do primeiro teste, sofria de dores no nervo ciático e que um médico receitou os remédios. Já na noite anterior da luta, fez uso desses medicamentos por insônia e ansiedade. 

A acusação disse que o brasileiro tentou falsificar o questionário do dia 30 de janeiro, quando não relatou que havia tomado os ansiolíticos. Spider, por sua vez, disse que ingeriu os remédios durante a noite, horas depois de responder o formulário. 

A Comissão Atlética da Nevada considerou o brasileiro como réu primário, já que não tinha testado positivo para nenhum anabolizante antes. 

O adversário de Anderson Silva, Nick Diaz, também terá de responder pelo uso de substâncias ilegais no UFC 183. O norte-americano testou positivo para maconha pela terceira vez. Punido em 2002 e 2007, Diaz será julgado em setembro. 

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