João Cotta|Globo
João Cotta|Globo

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

27 Agosto 2017 | 07h00

O judô, esporte individual que mais medalhas olímpicas trouxe para o Brasil com 19 conquistas (três ouros, três pratas e treze bronzes), vive uma fase pop. Os medalhistas olímpicos se tornam palestrantes requisitados, como Rafael Silva, o Baby, que ganhou bronze no Rio, Mayra Aguiar, dona de outro bronze, revela que recebe muito mais pedidos de selfies e a modalidade ganhou até um reality show na TV aberta.

Começa no próximo domingo, dia 3 de setembro, o programa “Ippon – A Luta da Vida”, que será exibido no “Esporte Espetacular”, da TV Globo. Oito participantes escolhidos em treinamentos da equipe sub-21 mostram potencial para brilhar nos próximos Jogos Olímpicos. Três deles ganharão uma viagem ao Japão, berço do judô e palco dos próximos Jogos, em 2020. “A ideia do programa é mesclar entretenimento com a essência, os valores e os princípios do judô”, diz o apresentador Flavio Canto, bronze em Atenas-2004.

Outros quatro ídolos olímpicos são os “samurais” que conduzirão os jovens talentos: Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico brasileiro do judô, bronze em Munique-1972; Aurélio Miguel, ouro em Seul-1988; Rogério Sampaio, ouro em Barcelona-1992; e Tiago Camilo, prata em Sidney-2000 e bronze em Pequim-2008. A missão dos samurais é resgatar as origens do judô e trazer a filosofia da modalidade para os dias atuais.

As duas últimas campeãs olímpicas Sarah Menezes e Rafaela Silva são as treinadoras dos dois grupos que vão se enfrentar. Os atletas estão confinados no Parque Aquático Maria Lenk, e as competições acontecem no Velódromo do Parque Olímpico. “Foi uma situação nova para mim, mas pude entender mais do lado do treinador”, diz Sarah.

Em um ano marcado pela crise econômica que encerrou, por exemplo, o fim do apoio da Petrobras, a visibilidade da modalidade ajuda na manutenção de alguns patrocinadores. O Bradesco, parceiro no projeto, renovou o patrocínio à Confederação Brasileira de Judô (CBJ) até o próximo ciclo olímpico e manteve o volume de investimentos.

“Três pilares são importantes para uma parceria: o compromisso com a transparência das confederações, o potencial de desenvolvimento da modalidade e os resultados”, explica Fábio Dragone, superintendente executivo de Markerting do Bradesco. “No caso do reality show, poderemos transmitir os valores do esporte, que estão atrelados à marca, e também garantir visibilidade e atratividade”, completa.

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Judô estreia segunda no Mundial para conhecer desafios até Tóquio

Atletas conhecidos, como Mayra Aguiar e Rafaela Silva, disputam com jovens talentos

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2017 | 07h00

A Confederação Brasileira de Judô não estabeleceu uma meta de medalhas para o Mundial que começa nesta segunda-feira, em Budapeste, na Hungria. Mas por ser o primeiro grande evento do novo ciclo olímpico, com muitos novos atletas, a intenção é usar a competição como laboratório para saber o nível de delegação brasileira e conhecer os adversários que vão se destacar até os Jogos de Tóquio.

Rostos conhecidos do público como Mayra Aguiar, Erika Miranda, Rafaela Silva, Victor Penalber e Rafael Silva, o Baby, vão lutar pelo pódio com jovens talentos que podem surpreender. Mayra, por exemplo, participou dos Mundiais em 2007, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014 e 2015 e obteve medalha em quatro deles, incluindo um ouro em Chelyabinsk, em 2014.

Bronze nos Jogos do Rio, ela vai em busca do bicampeonato mundial e não terá pela frente sua maior rival na categoria, Kayla Harrison, bicampeã olímpica que trocou os tatames pelo MMA. “Ela era uma atleta que me botava para cima, me fazia treinar muito e isso acabava somando. As adversárias mais difíceis são as que me colocam para cima. Ela foi muito importante nessa caminhada”, diz Mayra.

No início do ano, Mayra passou por uma cirurgia no ombro e já está 100%. “Esse tempo que o atleta fica afastado dá mais gana de competir. Fiz treino de base muito mais forte e voltado para as dificuldades. Sempre voltei mais forte”, conta a judoca, ciente de que Kayla não estará na disputa, mas rivais da França, Japão, Holanda e Hungria são bem cotadas no Mundial.

Para ela, a delegação brasileira tem condições de fazer um bom papel. “A gente está com uma equipe cada vez melhor e mais forte. É uma equipe jovem, mas também experiente. Eu completei 26 anos e sei a pressão que é. As conquistas anteriores nos favorecem bastante. A seleção feminina está com uma força muito grande e tem cada vez mais chance de se tornar maior. Que possamos trazer mais medalhas”, avisa.

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