Flavio Perez|Onboardsports
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Prata em Londres-2012, Esquiva Falcão está 'muito triste' com a situação do boxe

Problemas na entidade que regula a modalidade podem fazer o esporte deixar a Olimpíada

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 06h50

A possível saída do boxe nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão, surpreendeu e deixou preocupados algumas das referências do esporte no Brasil. "Se isso acontecer, é muito triste. Muitos atletas sonham em disputar uma Olimpíada e se preparam há muito tempo para isso", disse Esquiva Falcão, prata em Londres-2012 e possível desafiante ao título mundial profissional na categoria dos pesos médios em julho.

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"Temos de ter uma grande mudança no comando do boxe olímpico. Eles pensam que são os donos e fazem o que querem. A grande estrela do esporte é o atleta e os dirigentes não valorizam. A maioria deles cai de paraquedas nas entidades", afirmou Luiz Dórea, ex-técnico de Acelino Popó Freitas e que trabalha atualmente com Robson Conceição, campeã olímpico na Olimpíada do Rio-2016.

O boxe é um esporte que distribui 64 medalhas nas 10 categorias disputados no masculino e nas três do feminino. Cerca de 300 boxeadores disputam os Jogos. Por tudo isso, o boxe é uma modalidade visada há tempo pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para ter sua participação diminuída.

O caso de Gafur Rakhimov, além de ser imoral, é um bom pretexto para o alemão Thomas Bach, presidente do COI. Quem perde com isso é um esporte tradicional, que já revelou desde 1904 mitos como o norte-americano Muhammad Ali.

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