Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

UFC procura estádios e realizará três eventos no Brasil em 2018

Expectativa é de que pelo menos uma edição no País seja numerada, ou seja, com grandes nomes das artes marciais mistas

Andreza Galdeano e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 07h02

O UFC promete fazer pelo menos três eventos no Brasil no próximo ano e um deles será numerado, ou seja, um card com grandes estrelas. O local ainda não está definido, mas existe a possibilidade de ser realizado em um grande estádio, para poder ter uma ótima capacidade de público.

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“Acabamos de anunciar Belém como primeiro evento no Brasil em 2018 e queremos ir para outros locais. Temos algumas opções em vista e estamos olhando para novos lugares, inclusive pequenas cidades. Tudo que queremos é atingir o máximo de fãs possíveis no País”, diz David Shaw, vice-presidente sênior internacional do UFC.

O canadense de Toronto é agora o responsável pelos outros países fora dos Estados Unidos. Ele esteve pela primeira vez no Brasil para um evento no sábado, no ginásio do Ibirapuera, que teve a derrota de Lyoto Machida para Derek Brunson, para surpresa dos fãs que lotaram o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

"Um evento como esses é o cenário perfeito, com cerca de 10 mil pessoas presentes e grandes lutas. Esse ano tem sido muito bom para o UFC no Brasil", diz. Ele sabe que os eventos no País costuma ter sempre lotação máxima. "É bom esgotar os ingressos todas as vezes. Buscamos a excelência sempre e sabemos que não temos isso garantido. É muito trabalho e a pressão não é lotar, é entregar um ótimo evento", avisa.

Ele lembra que o Brasil é o segundo mercado do UFC no mundo e acha que tem condições de ter um crescimento sustentável ainda maior. “O Brasil é o segundo mercado mais importante do mundo, temos parceiros televisivos, existem muitos bons atletas aqui. Mas isso não significa que não temos de continuar trabalhando duro. Sabemos que temos condições de crescer ainda mais no Brasil.”

O executivo conta que 2017 foi um ano incrível para o UFC e ressalta diversas ativações que foram feitas com atletas fora do octógono. “Isso foi impressionante. Levamos eles para as comunidades, colocamos em contato com os fãs e com o público em geral, e vamos continuar fazendo isso no próximo ano. Vamos perseguir isso”, afirma.

Para 2018, o planejamento global do UFC ainda está sendo feito. Alguns eventos foram anunciados e Shaw promete edições em outros países da América do Sul e Latina, citando nominalmente Argentina e Chile. “Queremos trazer mais eventos, mas só podemos falar sobre isso em alguns meses”, explica.

Sábado, no UFC São Paulo, por exemplo, foi realizada uma série de atividades fora do ginásio, a fim de explorar melhor a marca e cativar o público que foi assistir aos combates. “A experiência de um evento ao vivo muda a percepção do público. Os fãs precisam sentir isso. Fizemos a Vila dos Fãs do lado de fora e queremos sempre mais engajamento.”

Shaw explica que São Paulo e Rio de Janeiro continuam sendo os grandes mercados para o UFC no Brasil, mas sabe que o leque de opções está se abrindo. E aposta no talento dos atletas nacionais para continuar crescendo por aqui. "O Brasil tem duas campeãs femininas do UFC e muitas estrelas batendo na porta, como Fabricio Werdum, Ronaldo Jacaré, Demian Maia e até o José Aldo. Não tenho preocupação no futuro sobre o sucesso dos atletas brasileiros", conclui.

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