Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Após duelo histórico na Copa Davis, Feijão diz mirar Top 60 e Rio-2016

Tenista é o melhor brasileiro no ranking da ATP, no 72.º lugar

RONALD LINCOLN JR., O Estado de S.Paulo

16 Março 2015 | 22h37

Após conseguir o posto de brasileiro melhor posicionado hoje no ranking da ATP, no qual ocupa o 72º lugar, João Souza, o Feijão, traçou novas metas para sua carreira. O tenista voltou a treinar no Rio em preparação para o próximo torneio que vai disputar, o Master 1000 de Miami, na semana que vem.

Há pouco mais de uma semana, Feijão travou a batalha mais longa da história da Copa Davis, por 6 horas e 43 minutos, em duelo emocionante contra o argentino Leonardo Mayer. Ele acabou derrotado, mas, por outro lado, acredita que nos próximos confrontos seus adversários vão se sentir mais pressionados.

"Todos ficam sabendo, o tênis é um mundo pequeno. Chegando em Miami, é certo que os amigos, e os tenistas mais próximos vão vir comentar comigo sobre o jogo. E quanto aos outros, pelo menos na parte física não vão duvidar de mim, não", brincou o tenista, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. 

Desde o ano passado, Feijão deu início a uma dieta e preparação física rigorosa, além de considerar que obteve uma importante evolução psicológica. Para ele, esses fatores foram fundamentais para se manter firme durante o desgastante jogo com Mayer. 

"Brasil x Argentina é sempre rivalidade. Fazia tempo que não jogava Davis, e me preparei muito. Quanto mais a torcida deles gritava, mais focado eu ficava. Nem eu sei como entrei nesse transe. Realmente agora confio mais em mim. Hoje em dia me vejo preparado para qualquer situação parecida", explicou.

Antes da disputa do Brasil Open, realizado em São Paulo no início de fevereiro, Feijão era o 110º do ranking, até aqui subiu 38 posições. E agora ele espera ficar entre os 60 melhores tenistas do mundo e, mais para frente, disputar também os Jogos Olímpicos do Rio.

"Meu primeiro objetivo no ano era jogar as chaves principais dos grand slams, como Roland Garros, Wimbledon e US Open, e consegui. A outra meta é fechar o ano entre os 60 melhores, aí eu já estaria com a vaga encaminhada para a Olimpíada, sem precisar de convite. Estou aqui no Rio há dez anos, sou do interior de São Paulo, mas o Rio é a cidade do meu coração. Seria um sonho jogar aqui", ressaltou.

O desempenho de Feijão neste início do ano lhe rendeu muitos elogios de ex-atletas como Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, e reconhecimento nas ruas. "Depois da Davis tive um impacto bem grande com o assédio das pessoas. Um dia desses, andando com a minha irmã pela zona sul (do Rio), muita gente me reconheceu. Nunca tinha sido assim."

Mas, apesar do assédio, ele garante que vai manter os pés no chão. "Todo mundo almeja esse reconhecimento. Esse jogo (da Davis) marcou bastante. Foi bom vivenciar isso, mas sou o mesmo cara e vou continuar", prometeu.

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