Eric Feferberg / AFP
Eric Feferberg / AFP

Bia Haddad fica sem 'presente de aniversário', mas festeja boa estreia em Paris

Brasileira fez jogo duro com 14º do ranking mundial

Felipe Rosa Mendes, enviado especial a Paris, Estadão Conteúdo

30 Maio 2017 | 09h34

Depois de vencer três partidas do qualifying sem perder sets e se garantir como única tenista do Brasil na chave principal feminina de simples de Roland Garros, Bia Haddad Maia fez bonito em sua estreia no Grand Slam francês, na última segunda-feira, quando jogou de igual para igual com a russa Elena Vesnina, 14.ª colocada do ranking mundial, e foi derrotada por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 3/6 e 6/4.

Após o confronto, a tenista número 1 do Brasil e atual 101º do mundo saiu de quadra com a sensação de dever cumprido, embora tenha admitido que gostaria de ter conquistado um triunfo que seria um grande "presente de aniversário" para ela, que completa 21 anos de idade nesta terça-feira.

"Amanhã é o meu aniversário de 21 anos, seria muito bom vencer, mas fiquei superfeliz porque passei pela primeira vez pelo qualifying e agora é um sentimento de vitória", afirmou Bia Haddad, em entrevista coletiva dada na noite da última segunda, em Paris.

A brasileira enfatizou que fez o máximo que podia para tentar surpreender Vesnina, cujas qualidades foram exaltadas por ela após o duelo. "Eu sabia que ia ser duro, não à toa ela é 15 (na verdade, 14) do mundo. É uma menina muito agressiva o tempo inteiro, ela vai te colocando pressão dos dois lados... Hoje eu entrei um pouco mais nervosa, fiquei um pouco mais dura, não me mexi tão bem no começo, até pegar o timing da devolução. Ela saca bem e estava devolvendo muito bem, e foi difícil entrar no jogo", reconheceu.

Bia Haddad explicou que tentou explorar um dos pontos fracos da russa mirando os seus golpes em um dos lados da quadra em que a adversária se sentia menos à vontade para devolver a bola, mas admitiu que lhe faltou mais eficiência em alguns fundamentos, como por exemplo o saque.

"No finalzinho do primeiro set, eu consegui entrar mais no jogo e no segundo consegui começar a fazê-la se mexer mais pela direita, e ela já sentia (um certo incômodo ao ser exigida naquele lado), era ali que era o 'buraco'", disse Bia, para pouco depois reforçar que a rival soube "esfriar" a sua reação: "Tentei ser agressiva quando dava, mas no terceiro set ela ficou uma 'meia hora' no banheiro. Ela ficou muito bem no terceiro e fez a diferença para abrir a vantagem no terceiro set".

A brasileira chegou a lembrar que em certo momento do jogo, sob pressão após perder o segundo set, Vesnina chegou a dizer ao árbitro de cadeira que não estava enxergando direito a quadra, mas o duelo encerrado ao entardecer (no horário local) continuou, mesmo também com a chuva que caiu de forma tímida por duas vezes e não foi motivo para paralisação do confronto.

"Primeira rodada nunca é fácil de jogar em qualquer torneio, ainda mais em um Grand Slam, mas eu tentei fazer o que deu, o que eu tinha de melhor. Realmente nunca consegui jogar muito com o primeiro saque e isso também me deixou muito defensiva. Bom, eu fiz o que dava pra fazer, lutei até o final, a menina (Vesnina) abriu 5/1 e depois no 4/5, sacando, eu poderia ter jogado mais com o primeiro saque, mas não é fácil", analisou, enfatizando também que o duelo desta segunda-feira foi uma prova de que ela pode buscar uma vitória contra qualquer adversária que encarar atualmente. "É claro hoje eu acredito que posso estar jogando contra qualquer uma", aposta.

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