Peter Klaunzer| EFE
Peter Klaunzer| EFE

Djokovic pode pegar Federer e Bellucci em Wimbledon

Brasileiro estreia diante de tenista vindo do quali

Estadão Conteúdo

24 Junho 2016 | 10h20

Novak Djokovic e Roger Federer se acostumaram a se encontrar na decisão de Wimbledon, mas isso não vai acontecer pelo terceiro ano consecutivo. O suíço, dono de sete títulos do Grand Slam londrino e apontado como terceiro favorito, foi sorteado, sexta-feira passada, para o mesmo lado da chave do sérvio. Isso significa que Djokovic, o líder do ranking da ATP em fase extraordinária, poderá enfrentar Federer somente nas semifinais na busca do seu quinto título consecutivo de um dos torneios do Grand Slam, sendo o terceiro em 2016.

O britânico Andy Murray, o segundo favorito na competição em Londres, caiu em um lado teoricamente mais favorável da chave, tendo o suíço Stan Wawrinka, o quarto pré-classificado, como potencial oponente nas semifinais. Djokovic venceu Murray nas últimas duas finais de Grand Slam, no Aberto da Austrália e em Roland Garros, e inicia o torneio em quadras de grama, que começa nesta segunda, como um forte favorito para assegurar o 13º título em um dos quatro principais torneios do tênis, o que o deixaria a quatro do recorde de Federer.

De acordo com o sorteio, os confrontos mais prováveis nas quartas de final são: Djokovic x Milos Raonic (Canadá), Federer x Kei Nishikori (Japão), Wawrinka x Dominic Thiem (Áustria), e Murray x Richard Gasquet (França). Djokovic, que já foi campeão três vezes de Wimbledon e detém todos os títulos dos últimos quatro Grand Slams, joga contra o britânico James Ward nesta primeira rodada. Murray, campeão de Wimbledon em 2013, estreará contra o compatriota Liam Broady. Federer, jogando sua 18º edição de Wimbledon, vai abrir sua participação diante do argentino Guido Pella.

Depois, na terceira rodada, Djokovic pode ter pela frente o brasileiro Thomaz Bellucci ou o norte-americano Sam Querrey. Avançando, o espanhol David Ferrer é um potencial adversário nas oitavas de final. Na sequência poderá ter um desafio duro, nas quartas de final, contra Raonic.

Djokovic é o primeiro tenista a vencer todos os quatro torneios do Grand Slam em sequência desde Rod Laver, em 1969, e o primeiro a ganhar os dois primeiros do ano desde Jim Courier em 1992. Murray derrotou Djokovic na final de Wimbledon três anos atrás, mas não ganhou mais nenhum Grand Slam desde então. Porém, chega ao torneio embalado pelo quinto título do Torneio de Queen's, assegurado na semana passada.

Wawrinka poderá ter pela frente Juan Martin Del Potro logo na segunda rodada. O argentino já foi semifinalista de Wimbledon, mas vem tendo sua carreira atrapalhada por várias lesões e não participa do torneio desde 2013. O confronto que promete ser o mais interessante da primeira rodada envolverá o austríaco Dominic Thiem e o alemão Florian Mayer. Vai ser uma revanche da semifinal na semana passada em Halle, quando Mayer superou o número sete do mundo em dois sets.

BRASILEIROS

Sem vencer uma partida em quadras de grama desde 2011, Bellucci estreia em Wimbledon diante de um tenista vindo do qualifying. O número 62 do mundo tem a terceira rodada de 2010 como seu melhor desempenho em Londres, mas não vence uma partida no torneio desde então. Caso avance, vai encarar Querrey ou outro tenista do qualifying na segunda rodada. Na sequência, Djokovic é o provável adversário. Em sua segunda participação em Wimbledon e em busca da sua primeira vitória no torneio, o brasileiro Rogério Dutra Silva inicia sua participação diante do espanhol Nicolas Almagro, 46º colocado no ranking da ATP. Se triunfar, vai pegar na sequência o sul-africano Denis Istomin ou o sul-africano Kevin Anderson.

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O Estado de S.Paulo

27 Junho 2016 | 08h44

O sérvio Novak Djokovic tem novo desafio no tênis, desta vez na grama de Wimbledon, o mais charmoso campeonato do mundo que é disputado em Londres. Número 1 da ATP, o tenista tem a chance nesta temporada de ganhar os quatro principais torneios do Grand Slam e mais a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio. Aos 29 anos, 'Djoko' tem encantado a todos e mesmo os especialistas são diretos ao afirmar que nesse momento não há rival para ele.

Além disso, o tenista da Sérvia leva para as quadras boa dose de alegre e irreverência. Em Paris, em Roland Garros, repetiu o brasileiro Guga ao fazer o coração na quadra de saibro após ficar com o título.

Neste ano ainda, Djokovic já tem 44 vitórias de um todal de 730 de sua carreira. Ele perdeu apenas 149 vezes. Há três semanas, chegou à premiação de US$ 100 milhões - nesta temporada, ele já embolsou cerca de US$ 8 milhões. Os prêmios são o resultado de 65 conquistas, seis delas em 2016. Para se ter uma ideia da fase de Djokovic, dos últimos nove Grand Slams, ele chegou à final em oito deles e venceu seis. Seus principais rivais, Roger Federer, Rafael Nadal e Andy Murray tentam se desbobrar em quadra para não deixá-lo ganhar. Não tem sido fácil.

 

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