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Direita forte é arma de Thiago Monteiro para subir no ranking

- Atualizado: 19 Fevereiro 2016 | 09h 01

Cearense tem 21 anos e derrubou o top 10 Tsonga no Rio Open

Os golpes de direita que castigaram o francês Jo-Wilfried Tsonga no Rio Open são a principal arma de Thiago Monteiro para escalar posições no ranking. O cearense de 21 anos, que foi número dois do mundo juvenil, entrou no torneio – o primeiro ATP de sua carreira – como 338.º colocado. Apesar de ter sido eliminado quinta nas oitavas de final pelo uruguaio Pablo Cuevas (45 do mundo) por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 e 6/3, ele espera que o triunfo sobre um top 10 (Tsonga é o nono do ranking) alavanque a sua ascensão.

“Ele tem um potencial grande, é agressivo nos golpes e tem uma direita incrível. Mas é um jogador em desenvolvimento. Ele precisa ajustar um pouco o saque e a devolução, e isso faz parte do processo. A carreira do tenista se desenvolve assim”, explica João Zwetsch, capitão do Brasil na Copa Davis.

 
 

Thiago cresceu em Fortaleza e começou a praticar tênis aos oito anos. Com 14, resolveu se mudar para Balneário Camboriú, em Santa Catarina, para treinar na academia de Larri Passos, técnico de Gustavo Kuerten. Chegou até a cogitar abandonar as quadras, mas em uma conversa com Larri renovou as esperanças de que poderia chegar longe. “O Thiago é um garoto da nova geração que aos poucos está começando a mostrar seu potencial. Obviamente que um resultado expressivo causa surpresa, mas não é surpreendente para quem acompanha o esporte. É uma boa notícia, mas há um longo caminho”, continua Zwetsch, que é dono da academia onde Thiago treina.

O técnico do atleta é Duda Matos, que está com ele há quase dois anos. “O Thiago tem muita força nos golpes. O ranking não reflete o potencial dele. É um atleta que vem melhorando, e o trabalho está sendo direcionado para a parte técnica a fim de melhorar o saque e backhand”, conta.

Um dos trabalhos feitos inclui a prática da ioga, para ajudar na concentração. “Fazemos um trabalho de respiração específico e isso o deixa pronto para lidar com as condições de uma partida”, explica o treinador.

REVIRAVOLTA

m junho do ano passado Thiago torceu o joelho esquerdo em um torneio na Eslováquia, e dois exames de ressonância magnética apontavam ruptura total do ligamento cruzado anterior e necessidade de cirurgia. Mas o fisioterapeuta Paulo Carvalho confiou em seu exame clínico e apostou na recuperação sem a operação. “Na terceira ressonância que fizemos vimos que era uma ruptura parcial. Se tivéssemos feito a operação ele não estaria em quadra contra o Tsonga”, comenta. Agora Thiago colhe os frutos do sucesso e já foi convidado para disputar o Brasil Open em São Paulo na próxima semana. E Guga Kuerten parabenizou o pupilo nas redes sociais: “Parabéns, Thiago”, escreveu.

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