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Jan Woitas|EFE

ITF suspende árbitros de tênis sob acusação de corrupção

Entidade explica que não informou as punições anteriormente porque seu Código de Conduta não exigia a divulgação

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Estadão Conteúdo

09 Fevereiro 2016 | 16h02

A Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que suspendeu dois árbitros de cadeira por corrupção, um deles para sempre. Outros quatro estão sendo investigados pela Unidade de Integridade do Tênis, órgão da ITF que investiga casos de corrupção e manipulação de resultados.

As punições foram aplicadas no ano passado, mas só vieram à tona nesta terça em razão de reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. A ITF, então, veio a público para confirmar os casos. A entidade explicou que não informou as punições anteriormente porque seu Código de Conduta não exigia a divulgação - isso mudou no início deste ano com mudanças neste documento.

Os dois juízes punidos são o casaque Kirill Parfenov e o croata Denis Pitner. O primeiro foi banido do esporte em fevereiro do ano passado por ter entrado em contato com outro árbitro, através do Facebook, na tentativa de manipular o placar de algumas partidas, não divulgadas pela ITF.

Já o croata foi suspenso por um ano em agosto de 2015 por ter enviado informações sobre um jogador a um treinador durante um torneio e por ter regularmente utilizado uma conta em site de apostas que contava com partidas de tênis.

O nome dos outros árbitros investigados não foram revelados pela ITF, que não confirmou nem as informações do The Guardian, segundo o qual os juízes são da Turquia e da Ucrânia. A entidade alegou que os casos ainda estão em processo de investigação, sem uma conclusão definida até agora.

A ITF afirmou ainda que não tem fundamento as alegações do jornal britânico de que o sistema fornecido pela empresa Sportradar favoreça a corrupção nas partidas - esta empresa fornece o sistema pelo qual os árbitros registram a pontuação dos jogos. De acordo com o Guardian, alguns juízes atrasavam a marcação de um ponto de forma deliberada para favorecer os apostadores.

"O contrato com a Sportradar fornece regulação e controle onde antes não havia nada. Nosso acordo com a empresa, pelo qual gera dados imediatos e precisos, é um esforço para inibir qualquer conduta ilegal envolvendo apostas e/ou uso desautorizado de dados", alegou a ITF.

As alegações do jornal e a confirmação da ITF são o segundo caso de ilegalidade a abalar o mundo do tênis em menos de um mês. Em janeiro, uma investigação da BBC e do BuzzFeed revelaram que 16 jogadores, que já estiveram no Top 50, participaram de manipulação de resultados.

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