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Nadal bate Djokovic, leva 9ª taça em Paris e mantém hegemonia

AE - Agência Estado

08 Junho 2014 | 14h 21

Com uma vitória de virada, por 3 sets a 1, o espanhol, líder do ranking mundial, superou o sérvio com parciais de 3/6, 7/5, 6/2 e 6/4

Novak Djokovic vinha de quatro vitórias seguidas sobre Rafael Nadal, mas neste domingo, 8, o espanhol voltou a mostrar quem é o rei de Roland Garros. Com uma vitória de virada, por 3 sets a 1, o líder do ranking mundial bateu o sérvio com parciais de 3/6, 7/5, 6/2 e 6/4 e conquistou o seu nono título do Grand Slam francês, sendo o quinto consecutivo, um recorde. Para completar, assegurou a sua permanência no topo da listagem da ATP como número 1 do mundo.

Campeão também em 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012 e 2013, Nadal provou novamente que é o maior tenista de todos os tempos em piso de saibro, tamanha a sua supremacia neste piso no circuito profissional nas últimas temporadas.

O confronto anterior diante de Djokovic, porém, fora realizado nesta mesma superfície, na qual o sérvio derrotou o espanhol de virada na final do último Masters 1000 de Montecarlo, onde o número 1 do mundo também é rei. Antes disso, o vice-líder do ranking mundial acumulara triunfos sobre o velho rival no Torneio de Pequim de 2013, na decisão do ATP Finals do mesmo ano, em Londres, e em 2014 no Masters 1000 de Miami.

Neste domingo, porém, Nadal mostrou as razões que o tornam um adversário quase imbatível no saibro de Roland Garros, ainda mais pelo fato de que o Grand Slam tem seus jogos decididos em uma melhor de cinco sets. Ao ganhar de novo em Paris, ele se tornou o primeiro tenista a faturar o torneio francês por cinco anos seguidos, assim como aumentou para 14 o seu número de taças de Grand Slam.

Desta forma, Nadal se igualou a Pete Sampras, também dono de 14 troféus da série mais importante do circuito profissional, e agora só está atrás do suíço Roger Federer, recordista com 17 taças. Além de nove troféus de Roland Garros, o espanhol faturou duas vezes Wimbledon, outras duas o US Open e foi campeão uma vez do Aberto da Austrália.

Vincent Kessler/Reuters
Nadal mostrou as razões que o tornam um adversário quase imbatível

O JOGO

Para voltar a derrotar Djokovic, o que não acontecia desde a final do US Open de 2013, Nadal precisou reagir diante de um rival que começou a partida de forma sólida. Após conseguir dois break points no oitavo game, o sérvio quebrou o saque do espanhol e, ao confirmar todos os seus serviços, fez 6/3.

Já no segundo set, Nadal foi o primeiro a conseguir uma quebra, mas Djokovic a devolveu, antes de o espanhol voltar a converter um break point para fechar a parcial em 7/5, empatando o duelo.

Empolgado, Nadal retornou forte para o terceiro set, conseguindo nova quebra e logo abrindo 3 a 0. E, desta vez sem ter o serviço quebrado, foi feliz em mais um break point para depois virar o jogo em 6/2.

A um set do triunfo, Nadal seguia jogando muito e se viu muito perto do título ao conseguir nova quebra no sexto game, abrindo 4/2 de vantagem. O sérvio, porém, não se abalou, devolveu a quebra em seguida e depois sacou para fazer 4/4. Na sequência, o espanhol conseguiu confirmar o seu serviço e passou a pressionar no décimo game, no qual o vice-líder do ranking mundial acabou sucumbindo.

No fim, Nadal triunfou por ter sido melhor nos momentos decisivos de um jogo muito parelho. O espanhol contabilizou apenas um winner a mais (44 a 43) do que o rival e cometeu apenas 11 erros não-forçados a menos (38 a 49), sendo que o sérvio acumulou 11 aces, contra apenas três do seu adversário.

Essa foi a 23ª vitória de Nadal em 42 partidas com Djokovic, que nunca conseguiu conquistar o título de Roland Garros, onde no ano passado fora batido pelo espanhol na semifinal, um ano após também cair na decisão contra o rei do saibro.