Michel Euler/AP
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Norman anuncia fim de parceria vitoriosa com Wawrinka e deixa de treinar suíço

Sueco afirma que vai se dedicar à família a partir de agora; tenista suíço está se recuperando de uma cirurgia no joelho

Estadão Conteúdo

25 Outubro 2017 | 18h10

O sueco Magnus Norman anunciou nesta quarta-feira a sua decisão de deixar de treinar Stan Wawrinka atual nono tenista do ranking mundial, que está afastado do circuito profissional desde agosto para se reabilitar de uma cirurgia no joelho. Alegando razões pessoais, o ex-tenista número 2 da ATP encerrou uma parceria vitoriosa de quatro anos com o suíço.

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"Depois de muito pensar, eu decidi dedicar meu futuro à minha família. Com dois filhos jovens em casa, agora é o tempo certo para eu estar com eles", justificou Norman, para em seguida enfatizar que foi muito complicado optar por deixar de exercer a função de técnico de um dos principais tenistas da atualidade.

"Não poderia ter um jogador melhor para trabalhar junto e esta foi uma das decisões mais difíceis que eu já tive de tomar", completou Norman, que estava treinando Wawrinka desde abril de 2013, quando o suíço era o 17º colocado do ranking da ATP.

De lá para cá, o sueco conduziu o tenista a ganhar 12 de 17 finais que disputou, entre elas a de três torneios de Grand Slam - derrotou o espanhol Rafael Nadal na decisão do Aberto da Austrália de 2014, Novak Djokovic no jogo que valeu o título da edição de 2015 de Roland Garros e no ano seguinte voltou a superar o sérvio para ficar com o troféu do US Open. Para completar, neste período o suíço ganhou um Masters 1000, em Montecarlo, e ainda chegou a ocupar a terceira posição do ranking.

"Estou muito honrado por ter trabalhado com Stan, que é um grande jogador de tênis, mas o mais importante ainda é que ele é uma pessoa fantástica. Quero agradecer toda a equipe por trás de Stan por todo trabalho nos últimos quatro anos. Foi um privilégio desde o primeiro dia", ressaltou Norman, que em 2000 foi derrotado pelo brasileiro Gustavo Kuerten em Paris na final de Roland Garros.

Wawrinka, por sua vez, reconheceu nesta quarta-feira a grande importância que o sueco teve para a sua carreira profissional e também para a sua vida. "Gostaria de agradecer Magnus pelos quatro anos maravilhosos que tivemos juntos. Sempre serei grato pelo trabalho e pelo tempo que gastou comigo para eu melhorar como tenista e me tornar um tricampeão de Grand Slam. Ele não era apenas parte da minha equipe, mas também parte de minha família", ressaltou o suíço.

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