Matthew Stockman/AFP
Matthew Stockman/AFP

Nos EUA desde criança, Maria Sharapova nega ter desejo de cidadania

'Jamais foi um dilema na minha família ou equipe', declara russa

REUTERS

23 Março 2015 | 16h48

A mudança de Maria Sharapova da Sibéria para a Flórida aos sete anos de idade mudou sua vida e a colocou no caminho da fama e da fortuna, mas ela diz que jamais daria as costas à terra natal.

Pode ser fácil esquecer que Sharapova, vencedora de cinco títulos de Grand Slam e atleta feminina mais bem paga do mundo, é russa – até vê-la em uma coletiva de imprensa pós-jogo falando em sua língua nativa.

Com 32 milhões de dólares (R$ 100 milhões) em prêmios, uma série de patrocínios lucrativos, sua própria marca de doce e até um namorado famoso, o também tenista Grigor Dimitrov, Sharapova é a encarnação do sonho americano.

Ainda assim, ela rejeita a ideia de trocar seu passaporte russo por um norte-americano, como a ex-tcheca Martina Navratilova fez no início de sua carreira brilhante.

“Eu teria feito se quisesse (trocar de cidadania), mas jamais foi um dilema na minha família ou na minha equipe eu querer trocar de cidadania”, disse a russa ao canal CNBC em uma entrevista que irá ao ar na quarta-feira.

Sharapova ainda dá o melhor de si para a Rússia na Fed Cup e carregou a tocha na Olimpíada de Inverno de Sochi um ano atrás.

Ela afirmou que sua herança russa moldou seus instintos.

“É uma questão de ambiente familar, da riqueza cultural”, explicou a tenista de 27 anos, que foi campeã de Wimbledon aos 17. “Trata-se de experiências de vida das quais me lembro, e sei que durante muitos anos fui transformada no indivíduo que era por essas experiências”.

“E não necessariamente só pelo país, mas pelo povo, pela mentalidade, pela dureza e por aquela atitude de nunca desistir”, completou.

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