Dita Alangkara/AP
Dita Alangkara/AP

'Nunca mais vou ouvir que sou nº 1 sem Grand Slam', diz Wozniacki

Dinamarquesa vence Aberto da Austrália, volta ao topo da WTA e se torna a primeira tenista de seu país com um Slam

Estadão Conteúdo

27 Janeiro 2018 | 10h46

A dinamarquesa Caroline Wozniacki levantou o troféu do Aberto da Austrália, neste sábado, com muita alegria, mas também com uma sensação de alívio. A tenista de 27 anos passou a maior parte da carreira ouvindo críticas de que chegara ao topo do ranking, em 2010, sem conquistar um título de Grand Slam. As provocações, contudo, terminaram neste sábado.

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"Estou simplesmente orgulhosa por nunca mais precisar ouvir que 'você foi número 1 do mundo sem nunca ter ganhado um Grand Slam'", disse a dinamarquesa, que retornará ao topo do ranking na próxima semana, por conta da conquista em Melbourne. Desta vez, ela ocupará a primeira colocação do ranking com um troféu de Slam no currículo.

O título veio na vitória sobre a romena Simona Halep, pelo placar de 2 sets a 1, em um grande jogo disputado neste sábado, na Rod Laver Arena. "É de verdade, estou certa de que venci porque estou com o troféu nos meus braços", declarou a dinamarquesa, ainda surpresa com o feito. "Sonhei com este momento por muitos anos."

Ainda com o troféu nas mãos, diante do público na cerimônia de premiação, ela até pediu desculpas à rival por vencê-la na final. "Espero que possa também ganhar um título de Grand Slam no futuro", declarou a campeã. Assim como Wozniacki, Halep também mirava a primeira conquista deste nível. "Caroline fez um torneio incrível. Estou triste, mas Caroline foi muito melhor hoje", disse a romena.

Com o troféu, Wozniacki se tornou a quarta tenista da Era Aberta na lista das que mais demoraram para conquistar um Slam. A dinamarquesa precisou de 43 participações para chegar ao título. À frente dela estão a italiana Flavia Penneta (com 49), a francesa Marion Bartoli (47) e a checa Jana Novotna (45).

A nova campeã de Slam atribuiu o título à retomada do trabalho com o seu pai, Piotr Wozniacki, após fazer parceria com treinadores famosos no circuito. "Meu pai passou por muitas dificuldades em sua trajetória. As pessoas falaram que ele não era bom o suficiente, e 'bla-bla-bla', mas no final das contas passei por tudo isso com ele. Foi ele que me levou tão longe na minha carreira", disse Wozniacki.

Ela vinha de dois vice-campeonatos de Grand Slam na carreira, sendo o primeiro deles em 2009, no US Open - o roteiro se repetiu em 2012, também em Nova York. Assim, precisou de nove anos para faturar o primeiro Slam da carreira.

O almejado troféu também encerrará outro jejum na trajetória de Wozniacki. Ela voltará ao posto de número 1 do mundo, desbancando a própria Halep, seis anos após ocupar o topo pela última vez, em 2012. As duas finalistas em Melbourne integram um restrito grupo de sete tenistas que alcançaram o topo do ranking sem ganhar um Grand Slam antes.

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