Lisette Poole|NYT
Lisette Poole|NYT

País luta para retomar glórias do passado no esporte

Cubanos tentam revelar novos nomes de sucesso no tênis

Nick Pachelli, The New York Times

21 Maio 2017 | 07h00

Cuba já projetou alguns jogadores de sucesso no cenário internacional do tênis, sendo o mais conhecido deles Mario Tabares, que jogou no início dos anos 90 e chegou a ocupar o posto de 131.º no ranking mundial.

“Tabares e meu irmão, Reynaldo Garrido, são os dois melhores jogadores que Cuba já teve”, elogia Orlando Garrido, enquanto examina os muros de sua casa, em Havana, que também é uma homenagem ao tênis cubano. “Como tenistas, estivemos em 58 países”, recorda Orlando Garrido, que jogou ao lado do irmão, mas parou antes para poder se dedicar à carreira de ornitólogo.

Nas fotos emolduradas, os dois aparecem lado a lado com Rod Laver e Neale Fraser, em uma partida pela Copa Davis, em 1959. Placas e medalhas decoram as paredes, da época em que estudaram na Universidade de Miami, onde fizeram parte da sequência de sucessos mais longa dos esportes universitários: foram 137 vitórias consecutivas em partidas de duplas. O troféu de bronze de quando Orlando Garrido perdeu para o irmão, na final do Campeonato Canadense de 1959 (conhecido hoje como Rogers Cup) fica escondido na parte de trás.

Desde os Garrido, mais de 150 jogadores cubanos competiram em torneios Futures em toda a América Latina, mas a verba continua escassa e muitos atletas ou desertaram ou investiram na carreira de professores/treinadores. “Nossa história é muito rica, mas o tênis nunca emplacou entre o nosso povo”, constata Orlando Garrido.

Nas quadras novas, ao lado das instalações minguadas e em ruínas onde os aspirantes olímpicos treinam, Yusleydis Smith Diaz, considerada a melhor tenista do país, parecia otimista. “Muitos tenistas cubanos brilharam antes de nós; certamente podemos ampliar esse legado”, concluiu.

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