Proposta impede início da reforma do complexo de Roland Garros

Ambientalistas e residentes locais tentam impedir expansão

Estadão Conteúdo

18 Março 2015 | 15h45

O plano de reformar o complexo de Roland Garros, que recebe o Grand Slam parisiense, foi colocado em espera após a Câmara Municipal de Paris permitir, nesta quarta-feira, a realização de um novo estudo sobre a utilização da área. Apoiado por residentes locais e ambientalistas na Câmara Municipal, um novo projeto oferece uma alternativa para a controversa expansão que está agendada para ser concluída em 2017.

Grupos ambientalistas afirmam que a construção de uma nova quadra para 5 mil espectadores no jardim botânico Serres d''Auteuil vai prejudicar a vegetação, e tentam impedir a realização da obra. O jardim botânico do século XIX, a poucas centenas de metros da quadra Philippe Chatrier, possui uma grande variedade de flores tropicais e locais.

Os organizadores do Grand Slam parisiense, a Federação Francesa de Tênis, também desejam construir um teto retrátil sobre a quadra central em 2019, mas nenhuma obra de expansão será iniciado até que o novo estudo seja concluído, após a votação desta quarta-feira.

Os planos de mudança de Roland Garros estão sob controvérsia desde o início, após a Federação Francesa de Tênis decidir, há cinco anos, pela ampliação, ao invés de mudar o local de realização do torneio. Em 2013, uma corte francesa suspendeu os planos por poucos meses, antes do Tribunal Administrativo de Apelações de Paris permitiu à expansão desejada pela federação.

A ampliação de Roland Garros é crucial para os dirigentes do tênis francês, que temem a possibilidade de perder o Grand Slam para outros país. Roland Garros tem a menor área entre as sedes dos torneios do Grand Slam, e a ideia é ampliá-la de 8,5 para 13,5 hectares.

O projeto alternativo, que utilizaria a área de uma autoestrada próxima ao complexo de Roland Garros tem o apoio de Ségolène Royal, ministra da Ecologia, enquanto o primeiro-ministro Manuel Valls e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, estão por trás da proposta inicial da Federação Francesa de Tênis.

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