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CBA abre comissão de inquérito para apurar declarações de fiscais

- Atualizado: 01 Março 2016 | 15h 00

Piloto Cacá Bueno seria o principal alvo dos comissários

A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) anunciou nesta terça-feira que vai abrir comissão de inquérito para investigar as declarações de fiscais que alegaram prejudicar sem motivo aparente pilotos durante corridas da Stock Car. Cacá Bueno, pentacampeão da categoria, seria o principal alvo destes comissários de prova.

De acordo com reportagem publicada na segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, fiscais da CBA mantinham um grupo de mensagens no serviço de mensagens WhatsApp em que, em tom de ironia, afirmavam ter punido pilotos, atrapalhando o desempenho deles no campeonato. O principal alvo seria Cacá Bueno. Mas Xandinho Negrão e Átila Abreu também são citados na reportagem.

Cacá Bueno mostra indignação com as denúncias na Stock Car
Cacá Bueno mostra indignação com as denúncias na Stock Car

Em uma das mensagens, o comissário técnico Clóvis Matsumoto, que atua nos circuitos, afirmou que não tinha deixado Cacá ser campeão. Outro citado, o auxiliar Paulo Ygor Dias, disse que tentaria desclassificar o piloto sem justificativa aparente na próxima corrida da categoria. "Isso é repugnante", afirmou Cacá, ainda na segunda, sem esconder a indignação com as denúncias.

Na mesma segunda, a CBA afastou os fiscais de suas funções. Nesta terça, a entidade reafirmou o afastamento deles até o apresentação do relatório oficial da comissão de inquérito, que será formada por três integrantes e terá como objetivo "apurar eventuais irregularidades nas atividades do auxiliar Paulo Ygor Dias e do comissário técnico Clóvis Teruo Matsumoto, em provas da Stock Car".

A comissão será integrada pelo experiente piloto Chico Serra, pelo presidente da Federação de Automobilismo do Espírito Santo, Robson Duarte, e por um representante da Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo (ABPA) que ainda será indicado. Após ser instalada oficialmente, a comissão terá prazo de 30 dias para entregar o relatório final sobre o caso.

 
 

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