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Acidente de Schumacher completa um mês sem evolução do quadro clínico

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2014 | 05h 02

Ainda não há previsão de quando - e se - o ex-piloto sairá do coma induzido

GRENOBLE - No dia 29 de dezembro, o mundo do automobilismo recebia, estarrecido, a notícia de que o heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher, havia sofrido um grave acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses. O quadro se agravou de uma hemorragia cerebral para coma induzido, no qual o alemão se encontra desde então. Internado no hospital de Grenoble, a pouco mais de 100 quilômetros do local do acidente, Schumacher não tem previsão de quando - e se - acordará, mas o que não falta é torcida a favor. Segundo a empresária do ex-piloto, Sabine Kehm, a família de Schumacher já recebeu mais de mil cartas de fãs e admiradores, além de presentes e outras demonstrações de apoio.

No último domingo, centenas de fãs realizaram uma marcha pelo circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, onde Schumacher venceu sua primeira corrida, em 1992. Foram exibidos, na marcha, faixas, bandeiras e outros objetos com os nomes de Schumacher e da Ferrari, escuderia pela qual o alemão conquistou cinco de seus sete mundiais de Fórmula 1. O presidente da Ferrari, Stefano Domenicali, já revelou que tem mantido contato constante com a família. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, também aparece no hospital de Grenoble regularmente.

Desde que está internado, Schumacher foi submetido a diversos testes para verificar as regiões do cérebro que foram danificadas. O hospital ainda  não divulgou nenhuma informação precisa, apenas diz que o quadro é "crítico, mas estável" e afasta, por enquanto, risco de morte. Desde o coma, o ex-piloto vem fazendo fisioterapia para que os músculos não endureçam.

INVESTIGAÇÕES

O que aconteceu, exatamente, ainda não foi esclarecido. O que se sabe é que Schumacher esquiava em zona de risco de uma pista em Meribel, na França, mas a velocidade a que o alemão descia é desconhecida. Havia barreiras indicando a área perigosa e não está claro se o ex-piloto as ignorou ou apenas não as viu. Segundo a procuradoria, algumas das pedras na zona do acidente não eram visíveis devido a uma leve camada de neve que as cobria. Teria sido uma dessas pedras encobertas que desequilibrou o alemão e o arremessou de cabeça a uma outra pedra.

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