Bernoldi: um domingo para esquecer

Bernoldi teve um domingo para esquecer. Se bem que será dificíl, ao menos em relação ao que lhe aconteceu pela manhã, durante o warm-up. No final da sessão, sua Arrows apresentou um problema na suspensão traseira e ele rodou na saída do S do Senna. O carro bateu na barreira de proteção, voltou para a pista com a traseira destruída e começou a pegar fogo. Bernoldi, porém, não pôde sair do cockpit rapidamente, até porque corria o risco de ser atropelado. O drama do brasileiro aumentou quando o carro médico chegou para socorrê-lo e parou na pista, pouco à frente de sua Arrows. Ao mesmo tempo, sob bandeira amarela, e depois vermelha, alguns carros passavam pelo ponto onde ele estava. "Quando o carro começou a pegar fogo, tinha vários carros passando por mim??, recorda. Em seguida, quando finalmente se livrou do cinto de segurança, a Sauber de Nick Heidfeld veio em alta velocidade e, a pouco metros do piloto, atingiu em cheio a porta do carro médico, já na minúscula área de escape do local. "Se saio do carro um pouco antes, teria sido atropelado??, calcula Bernoldi. Seu drama não acabou ali. Na corrida, largando na penúltima posição do grid com o carro reserva, voltou a sofrer com a suspensão traseira. Bernoldi foi para o box e, após oito voltas, retornou à pista para aproveitar o restante do GP como treino. Mas um pouco depois, o alemão Heinz-Harald Frentzen também teve a suspensão traseira do seu carro quebrada e a equipe desistiu de manter Bernoldi na pista. "Temos potencial, um bom carro, mas ainda temos muito o que acertar", disse o piloto, que abandonou definitivamente na volta 31. "Agora temos de trabalhar muito para buscar o primeiro ponto na temporada."

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 17h59

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