Stefania Iemmi/NYT
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'Bon vivant' da Fórmula 1, Hamilton curte a vida e as taças

Inglês, que pode ser tetracampeão neste domingo com um quinto lugar no México, faz dos prazeres um estilo

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2017 | 07h00

Se chegar ao menos em 5.º lugar no GP do México de Fórmula 1, neste domingo, Lewis Hamilton terá muitas opções de lugares para celebrar o tetracampeonato mundial, ao lado de amigos dos mais famosos. Boas opções de restaurantes, baladas e companhias não faltarão ao grande bon vivant da atual F-1, acostumado a cultivar amizades com celebridades e a frequentar os eventos mais badalados do planeta.

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Prestes a se tornar aos 32 anos o primeiro britânico tetracampeão da categoria, o piloto da Mercedes se tornou famoso também pela “performance” fora das pistas. Entre uma vitória aqui e uma pole position ali, o inglês frequenta o tapete vermelho de festas organizadas por revistas famosas, bate fotos com belas mulheres no Festival de Cannes, posa ao lado de atores como Will Smith e Arnold Schwarzenegger. Faz “resenha” com o ex-jogador da NBA Scottie Pippen e até Neymar, de quem é amigo.

Em sua terra, já almoçou com a Rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham e adentrou os restritos círculos de Wimbledon. Mas seu status de celebridade não foi o suficiente para entrar no Box Real, trecho super vip da tribuna do torneio de tênis. O motivo foram as roupas consideradas inadequadas para o rígido “dress code” do local.

Hamilton já se tornou famoso pelo estilo, com tatuagens e muitos acessórios. Adepto dos últimos lançamentos da moda, ele recebe dicas de um estilista para montar seu guarda-roupa. E ocupa lugar de destaque em desfiles das semanas da moda de Paris e Nova York, onde tem apartamento. Sua residência oficial é em Montecarlo.

Para ir de uma casa para a outra, Hamilton usa seu jatinho particular, fabricado pela canadense Bombardier. O modelo Challenger CL-605 foi adquirido em 2013 por 20 milhões de libras na época, o que seria equivalente hoje a R$ 85 milhões. Nada que ameace as contas do piloto. Seu próximo contrato com a Mercedes, a ser oficializado ainda neste ano, deve superar a barreira dos 100 milhões de libras.

Segundo lista tradicional do jornal britânico The Sunday Times, Hamilton é o atleta mais rico do Reino Unido na atualidade, com fortuna estimada em 131 milhões de libras. Ele supera astros do futebol como Zlatan Ibrahimovic, do Manchester United, e Wayne Rooney, do Everton.

Como todo bon vivant, Hamilton gosta de música (toca piano, violão e ataca de DJ) e de estar acompanhado de mulheres bonitas, seja numa visita à Mansão da Playboy ou num passeio de esqui ao lado da norte-americana Lindsey Vonn, campeã olímpica nos Jogos de Inverno.

O currículo de namoradas famosas do piloto é extenso. Tem Sofia Richie (filha do cantor Lionel Richie), a modelo Winnie Harlow, e as cantoras Nicole Scherzinger e Rita Ora, além, é claro, de amizades que geraram fortes rumores, caso de Rihanna, outra estrela da música.

O sucesso dentro e fora das pistas fez o jornal The Sun considerar Hamilton o “último piloto de Hollywood” da Fórmula 1. “O estilo de vida que tenho é, com certeza, bem diferente do de outros pilotos. Meu jeito de trabalhar se encaixa perfeitamente em minha vida. Trata-se de curtir cada momento”, diz.

“Quando minha carreira na F-1 acabar, quero ter certeza de que vivi ao máximo. É o que eu tento fazer. Vou a lugares e vivo experiências o máximo possível que posso. E faço no meu trabalho o melhor que posso”, afirma o tricampeão e recordista de pole positions da categoria.

Longe da badalação, porém sem abdicar dos holofotes, Hamilton tenta equilibrar a vida de piloto com a de humanitário. Nos últimos anos, representou a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em visitas às Filipinas e ao Haiti para dar atenção a crianças afetadas por tragédias.

“Ele é provavelmente o único que foge um pouco daquele mundo da F-1”, diz o ex-gestor de marketing esportivo da Stock Car Daniel Freire, acostumado a conviver com pilotos. “Ele circula muito bem em vários ambientes, convive com celebridades de vários esportes, do cinema. Os demais são mais discretos. É por isso que ele virou personalidade.”

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Hamilton ajuda a alavancar a Fórmula 1 nas redes sociais

Inglês é o piloto da categoria mais atuante na internet, com milhões de seguidores

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2017 | 07h00

Boa parte do sucesso de Hamilton fora das pistas pode ser creditado a sua atuação nas redes sociais. O inglês é a figura da F-1 mais atuante na internet. Um penteado diferente, uma nova tatuagem, um passeio com o buldogue Roscoe ganham repercussão imediata diante dos seus 4,97 milhões de seguidores no Twitter, dos 5,1 milhões no Instagram e dos 4,1 milhões do Facebook.

Nenhum outro piloto tem o alcance do inglês no mundo virtual. Não por acaso Hamilton era o favorito de Bernie Ecclestone, que deixou o comando da F-1 no início do ano. O ex-chefão da categoria apostava no piloto da Mercedes para a categoria ganhar manchetes e citações nas redes sociais.

“O trabalho de Hamilton nas redes sociais é muito importante para a Fórmula 1 porque as redes são veículos de comunicação dos mais jovens. E o público da F-1 precisa muito rejuvenescer”, afirma a professora de gestão do esporte e de marketing da ESPM Clarisse Setyon.

O conteúdo dos posts também ajuda a conquistar fãs mais jovens. “Ele mostra que um piloto pode ser competitivo, campeão e também pode sair daquele contexto mais certinho e disciplinado da F-1. Hamilton faz sucesso porque é um pouco politicamente incorreto. Ele não se importa de publicar fotos de balada, tomando alguma bebida”, diz o ex-gestor de marketing esportivo da Stock Car Daniel Freire.

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