Reuters/Eddie Keogh
Reuters/Eddie Keogh

Chefe da Mercedes, Wolff aponta superioridade da Ferrari na Fórmula 1

Avaliação foi realizada após a primeira corrida na temporada em que nenhum dos pilotos da equipe foi ao pódio

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2017 | 15h50

Dominante nas últimas três temporadas da Fórmula 1, a Mercedes vive situação bem diferente em 2017 com a concorrência da Ferrari. E a própria equipe já reconhece que não possui o carro mais rápido do grid, como declarou Toto Wolff, o chefe da Mercedes, que apontou os adversários da escuderia italiana como os pilotos a serem batidos. Assim, assumiu o papel de "azarão" na temporada 2017.

"Tivemos um desempenho excepcional de Valtteri (Bottas) em Sochi, mas não conseguimos replicar isso no carro de Lewis (Hamilton). E nós vimos um desempenho excepcional de Lewis em Barcelona - mas não no carro de Valtteri. E tem acontecido assim toda a temporada até agora. Então sim, nós somos os azarões, e sim, precisamos recuperar o atraso, essa é a realidade neste exato momento", afirmou o dirigente em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.

A avaliação de Wolff foi realizada após a primeira corrida na temporada em que nenhum dos pilotos da Mercedes foi ao pódio - Valtteri Bottas ficou em quarto lugar, enquanto Lewis Hamilton terminou o GP de Mônaco na sétima colocação - enquanto a Ferrari conseguiu uma dobradinha na corrida, vencida por Sebastian Vettel, que foi seguido por Kimi Raikkonen. O dirigente apontou o desgaste dos pneus como maior dificuldade da Mercedes.

"Esperamos que este fim de semana tenha sido a pior corrida da temporada para nós. Para nós, tudo gira em torno do ajuste com os pneus. Temos um carro rápido, mas que não gosta dos pneus. Agora precisamos entender essa animosidade", afirmou Wolff.

O resultado foi ainda melhor para a Ferrari porque Vettel conseguiu assumir a liderança na estratégia de pit stops, deixando para trás Raikkonen. Assim, aumentou a sua vantagem na liderança do campeonato para 25 pontos em relação ao segundo colocado Hamilton. Wolff descartou a possibilidade de a equipe italiana ter realizado uma troca de posições deliberada. "Eu não acho que foi orquestrado", disse.

A próxima etapa da Fórmula 1, a sétima das 20 previstas para a temporada 2017, está marcada para 11 de junho, quando será realizado o GP do Canadá.

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