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Diretor da Mercedes isenta Rosberg de culpa em batida na Bélgica

O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2014 | 17h 09

Toto Wolff afirma que piloto alemão não bateu em Lewis Hamilton de propósito e classificou como 'inaceitável' batida entre os pilotos

O chefe da Mercedes, o austríaco Toto Wolff, defendeu o piloto alemão Nico Rosberg por ter causado a batida com o companheiro de equipe Lewis Hamilton durante o GP da Bélgica de Fórmula 1, no último domingo, em Spa-Francorchamps. Na colisão, o inglês foi o mais prejudicado, ao ter o pneu traseiro esquerdo furado e cair para as últimas posições do grid. Segundo o dirigente, a confissão de Rosberg ao rádio de que teria forçado a batida foi mal interpretada.

"Nico sentiu que ele precisava manter a mesma linha. Ele precisava ultrapassar e para Lewis, não estava claro quem precisava estar atento à chegada do outro piloto", disse. A batida fez ambos terem de voltar aos boxes para arrumar o carro. Rosberg precisou apenas trocar o bico do carro e ainda conseguiu chegar em segundo lugar, enquanto Hamilton perdeu muitas posições até completar a volta com o pneu furado. O inglês abandonou a corrida a seis voltas do fim.

Hamilton terminou a prova irritado e disse que ouviu pelo rádio uma conversa entre Rosberg e a equipe em que o alemão confessou ter forçado a batida, o que é negado pelo alemão. "Rosberg pensou que Lewis daria espaço para a ultrapassagem, mas isso não ocorreu. Então, eles se envolveram em uma discussão acalorada entre eles. Não foi uma batida proposital. Isso seria um absurdo", defendeu Wolff.

Diretor da Mercedes isenta Rosberg de culpa em batida
Diretor da Mercedes isenta Rosberg de culpa em batida

O chefe, porém, reprovou o incidente e lembrou que apesar da intensa disputa entre os pilotos pelo título mundial, a dupla deve evitar esse tipo de problema. "Não é aceitável para a Mercedes, porque é algo que não queremos que aconteça. Uma colisão logo na segunda volta tem que ser evitada", explicou.

Após o GP da Bélgica, a liderança do campeonato fica com Rosberg, que agora passa a ter 29 pontos de vantagem sobre o rival. Ainda restam sete provas para o fim da temporada.