Equipe Prost está de volta à F-1

O GP do Brasil, dia 31, e talvez o GP da Malásia, dentro de 15 dias, já tenha 24 carros no grid, em vez dos atuais 22: a Prost Grand Prix estará de volta à competição. Palavra do escocês Tom Walkinshaw, proprietário da Arrows. "Não sou o novo dono da equipe, apenas confirmo que minha organização, TWR, já está prestando serviços técnicos aos compradores da Prost." Seu nome é um mistério. "Trata-se de uma empresa internacional, com sede na Inglaterra, voltada para investimentos imobiliários", tentou explicar Daniele Audetto, segundo homem na hierarquia da Arrows. "Alain Prost não terá nada a ver com o negócio, tampouco será dirigente do time", falou Walkinshaw, mais conhecido na Fórmula 1 como "Walkinshark", trocadilho inglês para compará-lo a um tubarão, "shark" em inglês. Segundo o dono da Arrows, a Prost correrá com os antigos motores Hart-10, usados por seu time em 1999, e hoje acomodados em algum canto num depósito de ferro-velho. Até mesmo os pilotos da Prost são conhecidos: "O argentino Gaston Mazzacane e o tcheco Tomas Enge", afirmou Audetto, que foi diretor da Ferrari na época de Niki Lauda, em 1976 e 1977. "Os contratos dos dois seguiram na quinta-feira para o escritório dos advogados da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Genebra." O chassi será ainda o modelo da Prost de 2001, adaptado para o novo motor, em substituição ao Ferrari, para quem foi projetado. "Segunda-feira haverá na Inglaterra uma importante reunião para a definição de muitas questões, como quem fornecerá os pneus." A justiça francesa teria oficializado o negócio quinta-feira, de acordo com Walkinshaw, e segundo se comentou o valor total foi de US$ 2,5 milhões. A Prost deve cerca de US$ 30 milhões a fornecedores. A sede da Prost deixa de ser Gouyancourt, próxima de Paris. Ela será transferida para Liefield, Inglaterra, onde acha-se toda a estrutura da Tom Walkinshaw Racing (TWR). Há várias perguntas que emergem da notícia confirmada por Walkinshaw: quem são os novos proprietários da Prost, por exemplo. Depois, que perspectiva têm eles até mesmo de classificar seus inexperientes e inexpressivos pilotos para disputar o restante da temporada? Como fica a questão da dívida da equipe? Do brasileiro Pedro Paulo Diniz, sócio da Prost? As suspeitas maiores são: Walkinshaw poderia estar adquirindo, ele próprio, o time para depois, com o tempo, vender e bem a última vaga no grid a quem desejar. Segundo: tudo faria parte de uma jogada mais ousada, para também cobrir dívidas da Arrows, mas cujo desenlace e orquestração são ainda desconhecidos.

Agencia Estado,

01 Março 2002 | 16h16

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