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Ex-médico da F-1 teme por estado de saúde de Michael Schumacher

O Estado de S. Paulo

04 Junho 2014 | 09h 28

Gary Hartstein afirma que pacientes em estado vegetativo persistente dificilmente recuperam consciência plena

Após mais de cinco meses internado no Hospital Universitário de Grenoble, França, Michael Schumacher segue em estado de coma e preocupa especialistas por não apresentar evolução clínica. As últimas informações sobre o estado de saúde do pentacampeão mundial de Fórmula 1 foram divulgadas no início de abril por sua assessora Sabine Kehm.

Na época, a porta-voz do ex-piloto chegou a afirmar que Schumacher havia apresentado sinais de "consciência e despertar". Pessimista, Gary Harstein, médico-chefe da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, acredita que a situação é crítica. "Estou bastante temeroso de que nunca mais teremos boas notícias sobre Michael – publicou em seu blog.

EFE
Michael Schumacher se acidentou em 29 de dezembro de 2013 quando esquiava em Méribel, Alpes Franceses

Ele sustenta sua análise no histórico médico de casos semelhantes e seu receio vem da demora do alemão em dar sinais de despertar do coma. Para isso, explicou a chamada "curva de sobrevivência" para pacientes em "estado vegetativo persistente" (PVS). De acordo com estatísticas, quanto mais tempo uma pessoa passa em coma, menor são as chances de acordar.

"A linha horizontal diz, da maneira mais eloquente e desesperadamente triste que, depois de seis meses, apenas uma minúscula fração dos pacientes PVS recuperam a consciência. Em essência, a persistência do estado vegetativo ou a morte são os resultados primários remanescentes. A taxa de mortalidade desses pacientes é de aproximadamente 25% a 30% por ano. Ninguém em PVS em um ano recupera a consciência".

Ainda segundo o ex-médico da F-1, caso o alemão esteja no "estado de consciência mínima" as possibilidades são menos pessimistas. Nesse condição, chamada de MCS, o paciente apresenta sinais intermitentes de auto-conhecimento ou interação com o ambiente.

"Se Michael estiver em MCS, as perspectivas são um pouco melhores. Haveria, então, uma possibilidade baixa, mais real, de melhoria da qualidade de consciência ao longo dos próximos meses e anos. Dito isso, após seis meses, dolorosamente, poucos paciente voltam a falar, andar, se vestir sozinho, etc".