Ferrari amplia vantagem durante prova

A Ferrari dominou seus adversários na abertura do Mundial nos treinos livres de sexta-feira e sábado, no seco e no molhado, na classificação e, principalmente, durante as 58 voltas da prova. Os números do GP da Austrália mostram que durante a corrida a vantagem foi maior. Essas mesmas estatísticas apontam um dado impressionante nunca atingido por nenhum outra equipe: há 37 provas seguidas a Ferrari marca pontos no campeonato. Claro que não se trata de nenhum dado conclusivo, mas não deixa também de ser surpreendente: a Williams evoluiu mais de Suzuka, última etapa de 2001, para Melbourne 2002 que a Ferrari. Em 2001, Juan Pablo Montoya, da Williams, largou em segundo no GP do Japão, a exatos 700 milésimos do pole position, Michael Schumacher, Ferrari: 1min32s484 diante de 1min33s184. Sábado, depois da sessão que definiu o grid do GP da Austrália, Ralf, em terceiro, a melhor Williams, fez 1min26s279. Rubens Barrichello estabeleceu a pole position, com 1min25s843. Enquanto na classificação a diferença da Ferrari para a melhor Williams em Suzuka, em 2001, ficou em 700 milésimos de segundo, na prova de Melbourne, este ano, caiu para 436 milésimos. Apesar dessa aproximação em treino de classificação, em corrida a diferença aumentou do fim de 2001 para cá. Juan Pablo Montoya cruzou a linha de chegada em segundo em Suzuka, atrás de Michael, a 3 segundos e 154 milésimos. Domingo, o mesmo Montoya também terminou em segundo, atrás de Michael, mas a 18 segundos e 628 milésimos. Outro dado que chama a atenção é que o tempo de Ralf Schumacher no grid do GP da Austrália, este ano, 1min26s279, é 1 segundo e 440 milésimos melhor que o seu próprio tempo em 2002. Já a Ferrari registrou uma marca com Rubens Barrichello apenas 1 segundo e 049 milésimos melhor, ou seja, a velha Ferrari evoluiu, em classificações, cerca de meio segundo a menos que a nova Williams. Na 47ª volta da prova de Melbourne, domingo, a diferença entre Michael, primeiro, e Montoya, segundo, foi máxima: 30 segundos e 700 milésimos. Na média, o alemão da Ferrari abriu um a diferença por volta de 653 milésimos, mais de meio segundo, para Montoya. Nessa equação entram o fator piloto, Michael é capaz de manter um ritmo bastante elevado o tempo todo, os pneus, em que os Bridgestone da Ferrari mostraram-se bem mais eficientes que os da Michelin da Williams, o carro mais acertado dos italianos, por já ter mais de um campeonato de experiência com o F2001 e a sua própria resistência, capaz de permitir a Michael imprimir um ritmo forte sem que ele fique parado na pista. Sobre a confiabilidade dos carros da Ferrari um dado já entrou para a história: desde o GP da Europa de 1999, em Nurburgring, que a Ferrari marca pontos seguidamente no Mundial, há 37 GPs. Naquela prova, disputada sob chuva, o inglês Johnny Herbert, da Stewart, chegou na frente. Apesar dos números demonstrarem que a F2001 perdeu velocidade para a Williams FW24, em classificação, na condição de corrida o time de Frank Williams ainda está bem atrás da Ferrari, ao menos foi assim na abertura da temporada.

Agencia Estado,

04 Março 2002 | 15h59

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