GP Brasil reúne famosos e anônimos

Famosos e anônimos. O GP do Brasil reúne as mais diferentes classes, os mais diversos tipos de pessoas. Dentro dos boxes ou nos paddocks, os famosos estão sempre presentes. E em Interlagos não foi diferente, embora, dessa vez, estivessem em menor número em relação a GPs anteriores. Muitos não puderam vir porque estão "internados" em programas de televisão, como a Casa dos Artistas. Outros, preferiram manter distância dos repórteres e da movimentação intensa que sua presença causa, e foram direto para as áreas vips, que não dão acesso aos jornalistas. Todo ano é assim. Entre chiques e famosos sempre um anônimo atrás de fotos dos ídolos. Nas figuras mais conhecidas, destaques. Os grandes destaques foram o ex-jogador Pelé e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Luciana Gimenez, apresentadora do Superpop, talk show exibido na Rede TV!, esteve presente nos boxes da Renault. "Com certeza a Renault vai ganhar", dizia, otimista, antes da corrida. "O clima aqui é muito gostoso, é Superpop." Gimenez aproveitou para comentar sobre os pilotos brasileiros. "Eu acho que o Massa, daqui a um tempo, vai arrebentar", resumiu. Quem também esteve no autódromo foi o ex-piloto Pedro Paulo Diniz. "Desta vez estou mais passeando", disse Diniz, que organiza a Fórmula Brasileira, que servirá como mais um degrau para que pilotos possa ter chances em categorias como a Fórmula 1. "Um dos intuitos do campeonato é esse, ajudar os jovens talentos brasileiros. Eu senti na pele e sei o quanto é difícil conseguir espaço." Coincidentemente, quem também estava presente no autódromo era a modelo Cássia Ávila, ex-namorada de Pedro Paulo Diniz. "Vim fazer matéria para a Vogue RG sobre Fórmula 1. Eu fui convidada pela revista porque já conhecia todo mundo. Fiquei durante três anos aqui com o Pedro", disse Cássia, que torce pelo alemão Michael Schumacher. Fora do autódromo, muita gente aproveitou o GP do Brasil para conseguir um dinheiro a mais. É o caso da auxiliar de enfermagem Elizabeth Tavares, 45 anos, que trabalha no posto de saúde Cupecê. Ela montou no quintal de sua casa uma pequena churrasqueira. "Vale mais pela diversão. Aproveitamos para ganhar um troquinho. Compensar não compensa porque a gente está vendendo barato. Mas vem bastante gente comprar. Na "lanchonete" de dona Elizabeth refrigerante, cerveja e espetinhos custam R$ 1. Ela também aluga vagas para motos, ao preço de R$ 10. Mas o mais curioso: quem quiser usar o banheiro, basta desembolsar R$ 1. Em uma outra casa, o proprietário transformou o terraço do salão de cabeleireiro em uma lanchonete. "Desde sexta eu fiz isso. Compensa totalmente. No salão, o movimento não é constante, têm meses que compensa, têm meses que não. Aqui, não, sempre tem gente, pena que é só quando tem corrida", disse o proprietário. Funcionários de uma auto-elétrica também se deram bem com a realização do GP do Brasil. Todo ano, o dono do estabelecimento cede aos empregados o espaço do terreno para que eles improvisem um estacionamento. "O chefe é muito legal, ajuda a gente. Ele dá o lugar e a gente se responsabiliza", explicou um funcionário. Cada motorista que parasse o carro lá tinha de pagar R$ 10. Muitos eram os ambulantes ao redor do autódromo, dos quais, alguns vendendo produtos-pirata da Ferrari. Um deles foi obrigado a colocar todos os bonés no porta-malas, que já estava lotado com muitos produtos da Ferrari, de um carro de polícia. No Sábado, a polícia já havia apreendido muitos produtos da escuderia italiana.

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 15h33

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