Massa não gosta de comparações

Felipe Massa não copia, não tem estilo parecido e nem tampouco quer ser comparado a qualquer ídolo nacional, segundo ele mesmo diz. "Sou o Felipe Massa, só isso. Se vou ser melhor ou pior que qualquer pessoa, é outra coisa." Por seus resultados surpreendentes nesse ano - um bom treino de classificação no GP da Austrália e um sexto lugar na Malásia -, a mais nova promessa do automobilismo brasileiro já ouviu seu nome comparado a Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi, e não esconde sua irritação por causa disso. "É um absurdo, é como falarem que Pelé é igual a Ronaldinho", afirma. O piloto, de apenas 20 anos, estava no GP do Brasil de 2001 dirigindo um carro de resgate do Hospital São Luís. Um ano depois, estará na pista, agora como piloto da equipe Sauber. "Sem dúvida, é muito bom dar essa virada na carreira, disputar a corrida é bem melhor." Como nunca antes em sua carreira, Massa começa a receber o assédio da imprensa e da torcida brasileira e, com eles, as primeiras cobranças. Alguma pretensão de vencer ou chegar ao pódio no domingo? "Minha meta é ficar entre os 10 primeiros", desconversa. Massa admite que sente um friozinho na barriga quando pensa que vai correr em casa, ao lado da torcida, pela primeira vez na Fórmula 1. "É emocionante, é o sonho de todo piloto", diz, acrescentando que está fazendo de tudo nessa semana que antecede o GP para relaxar e se concentrar para a prova. Segundo o brasileiro, o fato de Interlagos ser disputada no sentido anti-horário, com curvas sempre para o lado esquerdo, torna o condicionamento físico ainda mais importante que nos outros circuitos da temporada. "Estou me dedicando bastante nesse aspecto, porque sei que a corrida vai me exigir muito."

Agencia Estado,

27 Março 2002 | 19h40

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