Montoya aposta na Williams em Sepang

Para o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, a segunda etapa do Mundial, domingo na Malásia, será bem diferente daquela que abriu a temporada, na Austrália, dia 3, dominada pela associação Ferrari-Bridgestone. "A Michelin tem novidades para a corrida e as características do circuito são mais favoráveis ao nosso carro", argumentou. Nesta terça-feira, no fim da tarde, surgiu um boato no autódromo de Sepang de que a Phoenix, novo nome da Prost, já estaria com seus carros na Malásia. No paddock do circuito, onde ficam as demais equipes, a Phoenix não estava. "Em primeiro lugar, terei de conhecer melhor a pista, porque em 2001 talvez tenha sido o GP que eu menos andei", disse Montoya, animado com a possibilidade de o conjunto Williams-Michelin poder enfrentar a Ferrari, o que não foi possível em Melbourne, tamanha a superioridade técnica dos italianos. Mas como disse o colombiano, a edição do ano passado não lhe deixou saudades: "Dei poucas voltas na sexta-feira por causa de problemas no carro (elétricos) e na corrida saí da prova logo nas primeiras voltas, quando começou a chover." Ele não tem dúvida de que a diferença da Ferrari, ao menos para a Williams, será menor no fim de semana. "Temos informações de que a Michelin produziu novos pneus e que representam um passo grande à frente em relação aos usados na Austrália", explicou. É enorme a pressão de Patrick Head, diretor-técnico da Williams, Gerhard Berger, diretor esportivo da BMW, fornecedora de motores da Williams, e Ron Dennis, da McLaren, em cima da Michelin. Em Melbourne a maior eficiência dos pneus Bridgestone explicaram boa parte do ?passeio? de Schumacher. Outro fator apontado por Montoya para justificar seu otimismo é a pista. "Sabíamos que o traçado de Albert Park (Austrália) seria o mais difícil para nós dos três primeiros do campeonato. Aqui em Sepang e depois em Interlagos, estaremos ainda mais próximos da Ferrari." A etapa de São Paulo é aguardada por ele com ansiedade: "Nossos carros, a exemplo do ano passado, devem se dar muito bem lá." Na sua terceira corrida na F-1, em Interlagos, Montoya liderou 36 voltas além de realizar uma ultrapassagem histórica em Michael Schumacher, no S do Senna. Na corrida da Malásia, em 2001, o colombiano, em razão principalmente de problemas técnicos, largou em sexto, com o tempo de 1min36s218, diante de 1min35s220 do pole position, Michael Schumacher, da Ferrari, e 1min35s511 de Ralf Schumacher, seu companheiro de Williams. Foi uma das maiores diferenças imposta por Schumacher (998 milésimos de segundo) e Ralf (707 milésimos) ao piloto da Williams. "Aprendi que é fundamental você estar na pista, trabalhando no ajuste do carro. Se você não treina porque ficou parado nos boxes, com problemas, o preço cobrado na F-1 é alto", comentou Montoya. Já a partir desta quinta-feira à meia-noite, horário de Brasília, os 22 carros que disputam o Mundial - ou quem sabe 24 com a chegada da Phoenix - iniciam sua preparação para a prova. A cidade de Sepang, localizada a cerca de 60 quilômetros de Kuala Lumpur, a capital malaia, está 11 horas na frente do horário de Brasília.

Agencia Estado,

12 Março 2002 | 15h08

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