Morte no treino abala IRL em Miami

A Indy Racing League dá inicio neste sábado à sua temporada de 2002, com a disputa do Grande Prêmio de Miami, abalada por um acidente fatal ocorrido hoje no autódromo de Homestead. O piloto norte-americano Jeff Clinton, de 38 anos, morreu durante o treino da Gran American Sports Car Series, categoria incluída na programação do GP. Ele bateu na Curva 1 do circuito oval, após perder o controle do carro ao passar por uma ondulação. Seu Nissan decolou, bateu no muro e capotou. Clinton teve morte instantânea. Segundo várias pessoas que estiveram no local do acidente, sua cabeça separou-se do corpo com o impacto da batida. Sam Hornish Jr., da equipe Panther, atual campeão da IRL, larga na pole em Miami, primeira das 15 etapas do campeonato, que terá 200 voltas. A largada está prevista para as 15 horas (horário de Brasília) e o Sportv mostra o videotape, às 18 horas. No treino oficial desta sexta-feira, Hornish Jr. - vencedor em Miami em 2001- fez o tempo de 26s616 no oval de 1,5 milha de Homestead, com média de 326,540 km/h. Hélio Castro Neves, da Penske, um dos quatro brasileiros na prova, entre 27 pilotos, sai em segundo lugar, com 26s690 (325,534 km/h). O sul-africano Tomas Scheckter, da Cheever Racing, que estréia na categoria, larga em terceiro, com 26s750 (324,805 km/h). Helinho e Gil de Ferran, seu companheiro de Penske, disputam a primeira temporada completa na IRL. Os ovais são um desafio para eles. Gil é o atual bicampeão da Indy. Na categoria, ganhou sete corridas, apenas duas neste tipo de pista. Neste sábado, ele larga em sexto lugar (26s815). Helinho também tem sete triunfos, um único em oval. Mas foi nas 500 Milhas de Indianápolis, no ano passado. Felipe Giaffone, da MoNunn, o 17º no grid (27s366), faz sua segunda temporada na IRL e tem na experiência adquirida um de seus trunfos. Segundo no grid de largada, Helinho vai procurar ?fugir de confusão? no começo da prova deste sábado, para não correr riscos. ?É uma corrida de 300 milhas, com quatro pit stops?, justificou. O brasileiro considerou seu resultado no treino oficial excelente, em função das circunstâncias. ?Primeiro as condições da pista mudaram em relação à quinta-feira. Ventou forte. Depois, uma morte sempre atrapalha o ambiente. Você fica com um pouco de receio dentro da pista?, admitiu. Garoto de sorte - Outro brasileiro, Airton Daré, ganhou uma vaga no grid na última hora. Ele vai correr pela A. J. Foyt Racing, no carro que era do norte-americano Donnie Beechler, que bateu durante o treino livre da manhã e não vai participar da prova em Miami. Daré foi pego de surpresa com o convite, feito no final da manhã desta sexta-feira pelo dono do time, o ex-piloto A. J. Foyt. "Ele me perguntou seu eu trouxe o meu macacão para o autódromo, eu disse que sim e ele falou para eu colocá-lo pois iria correr no lugar do Beechler. Pensei que ele estivesse ?zoando? comigo, pois nem sabia do acidente do cara??, contou. O piloto brasileiro mora em Miami e só levou o macação a Homestead porque na quarta-feira participou de uma gravação da TV e o deixou em seu carro. Como Beechler destruiu o carro que estava guiando ao bater no muro da Curva 2, Daré vai competir com um outro, que sequer havia feito o shake-down - testes dos componentes do carro. "O shake-down será no treino classificatório??, afirmou Daré, antes do treino oficial, em que ficou com o 21º tempo (27s497). Airton Daré tem a opção de participar das 500 Milhas de Indianápolis pela Panther, e trabalhar durante a temporada como piloto de testes da equipe. Ele definiria seu futuro neste fim de semana mesmo. Outra possibilidade é ficar em definitivo com a vaga na A. J. Foyt, para disputar regulamente o campeonato.

Agencia Estado,

01 Março 2002 | 19h14

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