Pilotos têm desafio extra em Phoenix

As 200 voltas do GP de Phoenix, segunda etapa da temporada da Indy Racing League (IRL), neste domingo, a partir das 18 horas, reservam um desafio extra para os pilotos: a inclinação de 11 graus nas curvas 1 e 2 da pista oval de 1 milha. A conseqüência é que a aceleração lateral (força G) chega a ser cinco vezes maior do que o normal. Mas, ao analisar o calendário, percebe-se que o desafio em Phoenix até que não é dos piores. Há pistas em que a inclinação é bem maior, e ação da força G sobre os pilotos também. No Texas Motors Speedway, um oval de 1,5 milha (2.413 metros) onde serão disputadas duas etapas - a sexta e 15.ª -, a inclinação da pista chega a 24 graus entre as curvas 1 e 2 e entre a 3 e a 4. Em 2001, inclusive, uma corrida da F-Indy marcada para o circuito foi cancelada, pois se chegou à conclusão, após os treinos, que os pilotos não suportariam a ação da força da gravidade. No caso da Indy, em que os carros atingiram 400 km/h na pista (a média chegou a 376 km/h), praticamente todos os pilotos sentiram tonturas após 20 voltas - a aceleração lateral dificulta a irrigação do cérebro e as conseqüências são sonolência e tonturas. Já a IRL correu no Texas porque, em função de seu regulamento técnico, os carros são mais lentos do que os da categoria concorrente. Em 2001, por exemplo, o norte-americano Mark Dismore atingiu média de "apenas?? 346,826 km/h ao obter a pole para a prova disputada no circuito. Há outras pistas do calendário da IRL que apresentam inclinação significativa. São os casos do Califórnia Speedway, local da etapa do dia 24, e dos ovais de Richmond, Kansas e Kentucky (todos com 14 graus). Em Michigan e Chicago, a inclinação é de 18 graus. "Só há uma coisa a fazer para enfrentar os ovais: cuidar do preparo físico??, define Airton Daré, piloto da A. J. Foyt. A corrida de Phoenix será exibida em videotape pelo Sportv às 23 horas. Sam Hornish Jr., dos EUA, lidera o campeonato com 52 pontos, contra 40 de Gil de Ferran e 35 de Hélio Castro Neves. A categoria tem um quarto brasileiro: Felipe Giaffone.

Agencia Estado,

16 Março 2002 | 19h53

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