Preparador físico de Felipe Massa fala sobre treinamento do brasileiro

Alex Azevedo responde a três perguntas da reportagem em rápido bate-papo

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 06h00

Como é um dia de treinamento do Felipe Massa?

Acordamos cedo, tomamos café juntos e já vamos para a rua correr cerca de 8 quilômetros. Depois, treinamos na academia, com circuitos, focando também na frequência cardíaca. Descansamos um pouco após o almoço e, à noite, o Felipe faz repetições laterais, frontais e rotacionais com o capacete com 7 kg de chumbo, sendo que o capacete normal tem apenas 1 kg. Por fim, faço um alongamento passivo, uma soltura muscular e aí ele vai dormir.

Com 35 anos, que é a idade do Massa, o piloto exige um trabalho diferenciado em relação aos mais jovens?

Não. Ele está em extrema boa forma. A breve aposentadoria não atrapalhou em nada. Se pegar uma foto dele de um ano e meio atrás e outra de agora, vai se surpreender. Eu até brinco que ele tem de procurar o halterofilismo porque a F-1 não dá mais para ele. Em Barcelona, nos testes da pré-temporada, o paddock inteiro comentava que o Felipe estava mais forte.

Como é o trabalho para aperfeiçoar o reflexo do piloto na pista?

Fazemos um exercício em que ele fica de joelhos sobre a bola suíça. Eu coloco números de 1 a 10 na parede e fico de longe cantando os números enquanto ele toca no número correspondente o mais rápido possível. Se errar, faz flexão de braço. Paga dez!

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