Prestígio da McLaren está em baixa

A McLaren já não é mais a mesma, pelo menos no que diz respeito ao Grande Prêmio do Brasil de F-1. Apesar do escocês David Couthard ser o vencedor da corrida do ano passado, é visível a perda de prestígio da escuderia. Até o ano passado, a equipe dividia as atenções com a Ferrari. Nesta quinta-feira, os boxes estavam tão tranqüilos quanto o das equipes menores. Os jornalistas sumiram (foram todos para os boxes da Williams) e a assessoria de imprensa chegou apenas no início da tarde para entregar um comunicado e avisar que a McLaren não promoveria entrevistas coletivas com os pilotos. Ninguém se rebelou com o fato. A situação da McLaren não é confortável. E até seu projetista, Adrian Newey, sabe disso. Ao falar sobre a possibilidade de pódio foi reticente. "É um pouco difícil, estamos aprendendo muito com o motor (o modelo desenvolvido para a temporada pela Mercedes é completamente novo), mas vamos fazer o melhor." A equipe é conhecida por apresentar sempre um bom acerto aerodinâmico para o carro em Interlagos e o projetista espera que, apesar do grande número de curvas do Autódromo de Interlagos e da ondulação da pista, o câmbio não quebre. Seu principal piloto, o escocês David Couthard ainda não conseguiu completar uma prova - na primeira quebrou o câmbio do carro, na segunda o motor - e não está otimista por repetir a vitória do ano passado. "Estou consciente que aqui no Brasil vou lutar por pontos", disparou em sua passagem pelo Autódromo de Interlagos. O finlandês Kimi Raikkonen chegou em terceiro no GP da Austrália, beneficiado pelos acidentes do início da prova e na Malásia também teve problemas no motor. No comunicado oficial, ressaltou gostar do circuito brasileiro por causa do grande número de oportunidades de ultrapassagem que a pista proporciona.

Agencia Estado,

28 Março 2002 | 17h07

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.