Renault e Toyota se destacam na F-1

As equipes Renault e Toyota podem não ter chegado ao pódio, mas podem se considerar vencedoras no GP do Brasil de Fórmula 1. A primeira escuderia colocou o inglês Jenson Button pela segunda vez em quarto lugar na temporada e está disputando posições com times de ponta como a McLaren. A segunda levou Mika Salo a dois quintos lugares no campeonato. "Tivemos várias razões para estarmos satisfeitos após esta corrida, mas o principal foi o fato de mostrarmos capacidade para competir com os times mais rápidos", diz o chefe de operações da Renault, Denis Chevrier. A festa só não foi completa porque o italiano Jarno Trulli, que chegou a ficar em terceiro lugar na prova, parou na 60ª volta, quando estava na quinta posição."É maravilhoso chegar na frente de uma das Williams", disse Button. Segundo ele, foi graças ao trabalho da equipe, que tirou a asa do carro e colocou pneus velhos no pit stop, foi possível segurar o colombiano Juan Pablo Montoya, que se recuperava na corrida. Humildade - No Grande Prêmio da Malásia, o finlandês Mika Salo chegou em quinto lugar. Neste domingo, em Interlagos repetiu a dose. Mas nem mesmo os dois pontos conquistados em três provas, um resultado surpreendente em termos de Fórmula 1, foi suficiente para a estreante equipe Toyota mudar seu discurso humilde com relação à temporada 2002. "Ainda é muito cedo para falar em quarto colocação ou pódio em Ímola, ainda temos muito o que melhorar", disse o diretor-geral da equipe, Ove Andersson. Segundo o dirigente, o carro ainda precisa ser bastante melhorado. "Acho que precisamos evoluir principalmente os chassis", avalia. Salo concordou com o chefe. "Ainda não dá para pensar em melhorar de posição nas próximas corridas, especialmente porque vamos utilizar um modelo mais desenvolvido do nosso motor", disse o piloto finlandês. Para ele, se o ponto conquistado na Malásia foi, em parte, resultado de muita sorte, o mesmo não se pode dizer com relação à corrida em Interlagos. "Aqui o carro estava muito rápido", admitiu. Já seu companheiro de equipe, o escocês Allan McNish, lamentou o fato de seu carro ter quebrado mais uma vez (na 40ª volta). O desempenho da Toyota pode ser considerado ainda mais surpreendente se outro fator for considerado: ao contrário da Renault, que herdou as informações da antiga equipe Benetton, a equipe não tinha nenhuma referência para o acerto do carro por jamais ter disputado provas na categoria.

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 18h40

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