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Sauber ignora ordem da Justiça e confirma Nasr e Ericsson na Austrália

Equipe perde recurso e tem de dar uma vaga a Van der Garde

O Estado de S. Paulo

12 Março 2015 | 08h23

 Obrigada pela Justiça, que não aceitou seu recurso, a dar uma vaga para o seu ex-piloto de testes Giedo van der Garde em um de seus carros já no GP da Austrália, a equipe Sauber resolveu desafiar os tribunais e confirmou o sueco Marcus Ericsson e o brasileiro Felipe Nasr para a corrida de abertura da Fórmula 1 do próximo domingo. O nome dos pilotos aparece na lista oficial da FIA para o Grande Prêmio.

A relação de pilotos até pode ser alterada, mas como uma nova ação de Van der Garde só seria julgada em 24 horas, já teriam acontecido os primeiros treinos livres com a dupla titular na pista. Depois de prometer um dos postos de piloto titular ao holandês, a Sauber sofreu com problemas financeiros e optou por contratar uma nova dupla por causa dos patrocinadores que o sueco e o brasileiro trariam. Van der Garde se sentiu traído e foi aos tribunais.

Advogados do piloto holandês entraram com ação na justiça australiana e saíram vencedores. A Sauber entrou com recurso e a Suprema Corte do Estado de Victoria, mais uma vez, foi a favor do holandês. Mas a equipe usa o fator segurança para não fazer trocas nos pilotos ao menos nessa prova. A justificativa é a de que seria muito perigoso colocá-lo num carro de imediato sem fazer adaptações a ele.

"Van der Garde não tem experiência de pilotagem no C34 Ferrari (carro novo da escuderia) e não tem tempo para aprender", discursou o advogado da Sauber, Rodney Garratt.

"Estamos desapontados com esta decisão e agora precisamos de tempo para entender o que isso significa e o impacto que isso terá sobre o início da nossa temporada", disse o chefe da equipe, Monisha Kaltenborn. "O que não podemos fazer é colocar em risco a segurança de nossa equipe, ou qualquer outro piloto na pista, por ter um motorista despreparado em um carro que foi agora adaptado para outros dois pilotos atribuídos."

A Suprema Corte respondeu que não viu problemas com a decisão da Justiça e que a Sauber tinha de cumprir as ordens. "O respondente (Sauber) foi condenado a abster-se de qualquer ação que o efeito seria privar o Sr. van der Garde do seu direito de participar da temporada 2015 da Fórmula 1 como um de seus dois pilotos."

Um ponto contra o piloto é que ele está sem licença da FIA para pilotar na F-1 e, de acordo com a Sauber, isso demoraria duas semanas. Os advogados do piloto garantem que conseguem em no máximo dois dias.

Van der Garde quer correr na Austrália e promete fazer de tudo para estar no GP. Ele até garantiu que está em boa condição física e mental. Por isso, uma nova ação sua exigiria que equipamentos da Sauber fossem apreendidos caso a decisão da Justiça não fosse cumprida, de acordo com o UOL.

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