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Último título de Michael Schumacher na F-1 completa dez anos

Ciro Campos - O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2014 | 06h 30

No GP da Bélgica de 2004 o piloto alemão da Ferrari terminou na segunda posição e garantiu o recorde absoluto de campeonatos

O arrojado e polêmico Michael Schumacher abriu mão do seu estilo característico para entrar na história da Fórmula 1 há exatos dez anos. O alemão foi conservador e cauteloso para levar sua Ferrari até a bandeira quadriculada do GP da Bélgica de 2004, em Spa-Francorchamps, resultado que lhe garantiu recordes impressionantes. Nenhum outro competidor na categoria conseguiu números tão expressivos quanto os consolidados naquele domingo: sete títulos mundiais e cinco campeonatos consecutivos.

A temporada significou ainda o último título do vitorioso alemão. A jornada naquele ano foi tranquila, com o campeonato garantido com quatro provas de antecedência. A Bélgica era o 14º GP da temporada e até então Schumacher havia vencido 12. A Ferrari, de quebra, já tinha garantido o campeonato dos construtores, graças também à boa temporada de Rubens Barrichello. O brasileiro terminaria como vice-campeão no ano.

Schumacher estreou na Fórmula 1 aos 22 anos e mostrou ser um jovem ousado e de talento. Na sua segunda temporada, conquistou a primeira vitória da carreira, justamente na Bélgica, e ao longo dos anos seguintes ele se envolveu em batidas polêmicas e decisivas, como a que lhe deu o primeiro título mundial na disputa com Damon Hill, em 1994, no GP da Austrália.

Há dez anos Schumacher garantia o hepta
François Lenoir/Reuters

Schumacher chegou em segundo no GP da Bélgica e garantiu o campeonato com quatro provas de antecedência

Já maduro, o alemão reinava na categoria no começo dos anos 2.000. Na corrida da Bélgica, por exemplo, foi cirúrgico. Partiu em segundo lugar e evitou o acidente logo no início, acidente que fez Rubinho cair para a última posição. Schumacher evitou disputas acirradas, chegou a estar em sexto lugar e retomou a posição de largada para se sagrar campeão, atrás apenas do finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren.

Fora a calmaria demonstrada por Schumacher, aquela prova foi bem movimentada. Rubinho fez excelente corrida e depois de cair para último, chegou em terceiro. O brasileiro Antonio Pizzonia, da Williams, chegou a liderar e Ricardo Zonta, da Toyota, estava em quarto lugar até ter problemas no motor a três voltas do fim.

Então com 35 anos, Schumacher celebrou uma grande coincidência no dia do título envolvendo o número sete. "Vencer pela sétima vez o campeonato aqui em Spa tem valor único para mim, assim como a corrida número 700 da Ferrari é especial", afirmou na ocasião. O piloto ainda terminaria em terceiro lugar no mundial de 2005 e seria vice-campeão em 2006. Depois de se aposentar, retornou às pistas em 2010, para disputar mais três edições da F-1. Porém, conseguiu apenas um pódio nesse período.

LUTA PELA VIDA

Atualmente, o alemão tenta se recuperar de um acidente sofrido enquanto esquiava na França, no fim de 2013. Schumacher bateu a cabeça em uma pedra, ficou em coma e passou seis meses em um hospital. Desde então, recupera-se em casa e já consegue se comunicar com os olhos.