Williams assume favoritismo em SP

A equipe Williams tem já o seu favorito para vencer o GP do Brasil: ela própria. "Tenho certeza de que Raf e Juan podem vencer Michael Schumacher e a Ferrari novamente", diz Gerhard Berger, diretor-esportivo da BMW, fornecedora de motor da Williams. Ralf Schumacher, vencedor do GP da Malásia, endossa a declaração de Berger. "Estou extremamente confiante não só aqui no Brasil como na etapa seguinte (GP de San Marino, dia 14)." A argumentação de Ralf é simples: "Definitivamente, nosso motor faz a diferença em Interlagos." O motor BMW da Williams é o que desenvolve a melhor resposta de potência na Fórmula 1 e o traçado de 4.309 metros de extensão é, segundo os próprios pilotos, "um circuito de motor e freios." Ralf apóia-se para citar sua condição, bem como a de Juan Pablo Montoya, de maior candidato à vitória também na eficiência dos pneus Michelin. "No calor, eles vão muito bem." Há dúvidas, porém, quanto à adaptação do novo chassi a todas as pistas. "Naquelas onde não há necessidade de muita pressão aerodinâmica, nosso carro vai muito bem. Vou começar a me preocupar quando passarmos a correr nos traçados lentos." Para disputar o título, a Williams terá de provar que seu carro, FW24, evoluiu bastante nessas pistas, segundo o diretor-técnico da escuderia, Patrick Head. "Eu adoraria poder dizer que nós temos boas chances de ser campeões, mas ainda temos dúvidas." Nos testes da semana passada, em Barcelona, a Williams completou quase dois mil quilômetros em testes. "Testamos pneus, mas não para Interlagos. Definimos os que serão usados em Ímola", falou Ralf. De qualquer forma, é provável que a Williams comece a trabalhar já a partir desta sexta-feira, nas duas sessões livres, no acerto de um único pit stop, como na Malásia, por conta da grande resistência dos pneus Michelin ao calor. "Aqui em Interlagos a estratégia de dois pit stops, ano passado, mostrou-se completamente equivocada", disse Montoya. "O tempo perdido na saída de box (a mais longa de todas as pistas) inviabilizava essa estratégia", explicou o colombiano, que confessou não ter compreendido quando viu que Michael Schumacher faria dois pit stops. "Este ano não dá ainda para adiantar que será o mesmo, porque há outras variáveis, como os pneus diferentes em relação aos de 2001." Confirmando que o clima entre ele e Montoya não tem a animosidade do ano passado, Ralf lembrou que o colombiano poderia vencer facilmente a prova de São Paulo em 2001 não fosse o acidente com Jos Verstappen. Ele liderava a prova quando o holandês na Arrows, retardatário, bateu na sua traseira no fim da Reta Oposta, mesmo local em que Rubens Barrichello se acidentou com Ralf Schumacher. A Williams lidera o Mundial de Construtores, com 22 pontos, diante de 14 da Ferrari e 4 da McLaren. Desde 1997 a Williams não ocupava o primeiro lugar entre as equipes.

Agencia Estado,

28 Março 2002 | 20h06

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